EUA estudam novas restrições à gigante de tecnologia Huawei

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Facebook

De acordo com o Wall Street Journal, os Estados Unidos estão estudando novas restrições à Huawei e à tecnologia de chips na China.

De acordo com o jornal, os EUA querem limitar a capacidade da China de acesso à tecnologia de semicondutores. Para tanto, planejam dificultar o uso de equipamentos americanos para a fabricação de chips destinados à Huawei.

Segundo as fontes ouvidas pela publicação, o Departamento do Comércio poderia, por exemplo, passar a exigir licenças de fabricantes de chips do mundo inteiro. Desta forma, o órgão poderia permitir que somente fábricas que não fornecessem material à Huawei utilizassem equipamentos americanos.

A ideia já é critica pelos analistas. Primeiro, porque aumentaria a tensão entre EUA e China e dificultaria o acordo comercial que as duas potências vêm tentando firmar desde o final do ano passado.

Depois, porque o “tiro poderia sair pela culatra”, já que as restrições ocasionariam interrupções na cadeia global de suprimentos do setor, podendo atingir as próprias empresas norte-americanas.

Entenda as restrições à Huawei

Os EUA e a Huawei vêm travando uma batalha desde o ano passado. Na época, o governo americano passou a acusar a empresa de utilizar equipamentos tecnológicos para fins ilegais de espionagem. Segundo autoridades americanas, a Huawei colabora com as forças armadas e a inteligência chinesas.

Em maio do ano passado, o governo dos Estados Unidos colocou a Huawei e empresas afiliadas em uma espécie de lista negra. Desde então, as transações comerciais entre a gigante de tecnologia e empresas americanas ficou mais difícil. O Departamento de Comércio vem rejeitando grande parte dos pedidos de negociação.

O presidente norte-americano, Donald Trump, se manifestou na ocasião. Ele afirmou que a venda de produtos americanos para a Huawei é permitida. Mas desde que a negociação não represente um problema de segurança nacional para os Estados Unidos.