EUA: confiança do consumidor sobe 12,2 pontos em junho

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A confiança do consumidor nos Estados Unidos, auferida pelo Conference Board, ficou em 98,1 pontos em junho, acima do que projetava o mercado (91,8 pontos). Em maio, a leitura foi de 85,9.

A leitura de maio foi revista para baixo – o anúncio inicia indicava resultado de 86,6 pontos. E representou uma avanço bastante tímido em relação a abril (85,7), de apenas 0,02 pontos.

Já em junho o avanço foi mais significativo: 12,2 pontos.

Confiança do consumidor: situação atual e futura

O Índice da Situação Atual, que é baseado na avaliação dos consumidores sobre as condições atuais dos negócios e do mercado de trabalho, foi de 68,4 para 86,2 pontos.

O Índice de Expectativas, que mede as perspectivas de curto prazo dos consumidores para renda, negócios e condições do mercado de trabalho, subiu de 97,6 em maio para 106 pontos em junho.

Confiança do consumidor: níveis pré-pandemia ainda não foram recuperados

“A confiança do consumidor se recuperou parcialmente em junho. Mas permanece bem abaixo dos níveis pré-pandêmicos”, afirmou Lynn Franco, diretora sênior de indicadores econômicos do Conference Board.

Ela afirma que a reabertura da economia e a queda relativa das reivindicações por seguro-desemprego ajudaram a melhorar a avaliação das condições atuais pelos consumidores.

Mas que o Índice de Situação Atual sugere que as condições econômicas permanecem fracas. Olhando para o futuro, os consumidores são menos pessimistas em relação às perspectivas de curto prazo. Mas, no entanto, não preveem uma recuperação significativa da atividade econômica.

“Diante de um caminho incerto e desigual para a recuperação e um possível ressurgimento do Covid-19, é muito cedo para dizer que os consumidores estão prontos para começar a gastar em níveis pré-pandêmicos”, avalia.

Aumenta porcentagem que considera as condições boas

A porcentagem de consumidores que afirmam que as condições de negócios são “boas” aumentou de 16,4% para 17,4%.
Os que afirmam que as condições de negócios são “ruins” diminuíram de 51,2% para 43,2%.

A avaliação do mercado de trabalho pelos consumidores também foi mais favorável. A porcentagem de consumidores que afirmam que os empregos são “abundantes” aumentou de 16,5% para 20,8%.

Já os que afirmam que os empregos são “difíceis de conseguir” diminuíram de 29,2% para 23,8%.