EUA: confiança do consumidor cai com nova alta de casos da Covid-19

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

Com a volta da ameaça do coronavírus, a confiança do consumidor cai nos Estados Unidos. É o que indica o Índice de Sentimento do Consumidor norte-americano, divulgado pela Universidade de Michigan nesta sexta-feira.

O indicador retrocedeu dos 78,1 pontos de junho para 72,5 em julho. A projeção do mercado era por leitura de 73 pontos.

Em julho de 2019, o indicador registrava 98,4 pontos, o que significa que houve uma queda de 26,3% no índice.

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O Índice de Condições atuais, que capta a percepção do consumidor sobre o momento presente, foi de 87,1 pontos para 82,8 pontos de junho para julho. Em julho do ano passado, o indicador marcava 110,7 pontos. A queda é de 25,2%.

Já o Índice de Expectativas do Consumidor, com as projeções futuras, foi de 72,3 para 65,9 pontos. Em julho de 2019, a leitura era de 90,5, o que representa uma queda de 27,2%.

confiança do consumidor

Reprodução/Universidade de Michigan

Ressurgimento do coronavírus explica queda na confiança do consumidor

Segundo o relatório da Universidade de Michigan, a confiança do consumidor reflete o ressurgimento do coronavírus nos Estados Unidos. E revela a que não há qualquer indicação de que os consumidores esperem que a recessão termine tão cedo.

“Embora seja provável que o PIB do terceiro trimestre melhore em relação à queda recorde do segundo trimestre, é improvável que os consumidores concluam que a recessão está perto do fim”, diz a pesquisa.

Ontem foi divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre nos Estados Unidos. Ele registrou queda de 32,9%. É a menor leitura já registrada desde os anos 1940.