EUA avaliam incluir auxílio alimentício e acesso à banda larga em pacote de ajuda

Paulo Amaral
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Crédito: Isac Nóbrega / PR

A cúpula do governo dos EUA retomou conversas para liberar mais um pacote de medidas visando ao auxílio da população afetada pela crise do coronavírus.

De acordo com a Agência Reuters, o presidente Donald Trump já conversou com parlamentares republicanos e democratas no Congresso para dar sequência ao planejamento.

A ideia, além de liberar um novo incentivo econômico, é incluir no pacote medidas aos milhões de trabalhadores que perderam o emprego durante a pandemia da Covid-19.

Steven Mnuchin, secretário do Tesouro dos EUA, Larry Kudlow e Kevin Hassett, assessores econômicos do governo Trump, revelaram que as leis futuras podem incluir auxílio alimentício e acesso gratuito à banda larga para os norte-americanos que estiverem passando por dificuldades.

“Vamos esperar as próximas semanas”, resumiu Mnuchin, ao programa Fox News Sunday, sem pressa para estipular uma data para o novo pacote ser aprovado e sancionado por Trump.

Auxílio de trilhões já foi aprovado

O Congresso dos EUA já aprovou medidas que ultrapassaram a casa dos US$ 3 trilhões em auxílios para ajudar no combate à pandemia de coronavírus no País.

Recentemente, o Departamento do Tesouro norte-americano confirmou uma nova ação, na qual emitirá títulos da dívida no valor aproximado de US$ 3 trilhões no segundo trimestre de 2020.

A quantia é mais do que o dobro do que o Tesouro costuma emitir em um ano e, quando comparada com a do último exercício fiscal, terminado em 30 de setembro, chega a assustar.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu, no ano fiscal que terminou em setembro de 2019, US$ 1,28 trilhão.

Em comunicado oficial distribuído à imprensa, o Tesouro explicou que o número recorde “se deve, principalmente, ao impacto da epidemia da COVID-19, incluindo os gastos da nova legislação de ajuda a pessoas físicas e jurídicas”.

De acordo com a AFP, o governo dos Estados Unidos não deve encontrar grandes problemas na emissão dos quase US$ 3 trilhões em títulos, já que estes são considerados “os mais seguros do planeta” e muito procurados em tempos de crise.

O mercado é tão significante para este bônus que os títulos têm liquidez semelhante à encontrada em dinheiro vivo, pois podem ser “comprados e vendidos facilmente a qualquer momento”.

Desemprego segue crescendo no país

De acordo com as informações da Agência Reuters, o desemprego nos EUA segue atingindo taxas alarmantes em 2020, principalmente após o início da pandemia de coronavírus.

A taxa de emprego no mês de abril bateu 14,7% (10,3% a mais do que em março), registrando um nível que não era visto desde a Grande Depressão dos anos 1930.

Na sexta-feira, o resultado divulgado pelo Bureau of Labor Statistics, que contabiliza os empregos não-agrícolas no país, revelou que foram 20,5 milhões de vagas a menos em abril.

O total de desempregados chegou a 23,1 milhões. Em termos comparativos, foram gerados 22,442 milhões postos de trabalho desde novembro de 2009. Época em que o país começou a se recuperar da crise do subprime (chamada de Grande Recessão).

Para o presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, o total de desempregados pode ser uma subconta. Conforme afirmou em entrevista à Bloomberg, ele acredita que muitos que perderam seus empregos não puderam buscar ativamente um novo posto de trabalho devido à quarentena.

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A taxa de desemprego real, que inclui trabalhadores que não procuram emprego e subempregados, subiu para 22,8%. Esta pode ser uma imagem mais precisa da situação atual.

Pedidos de seguro-desemprego

Os números do payroll, apesar de altos, ficaram abaixo dos novos pedidos de seguro-desemprego registrados pelo Departamento de Trabalho dos EUA.

Na quinta (7), o governo revelou que novos 3,169 milhões de pedidos de seguro-desemprego foram feitos no país na semana finalizada em 2 de maio.

Com isso, o acumulado desde o início das medidas restritivas para conter o coronavírus, que contabiliza sete semanas, é de 33,483 milhões de desempregados.