EUA aprova USMCA, falta Canadá validar

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.

Crédito: Wilson Loo/ Creative Commons

Senadores dos Estados Unidos autorizaram a reforma do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (antigo Nafta, hoje USMCA). A decisão foi acordada na quinta-feira (16), e acrescenta regras mais duras ao tratado, que já dura há 26 anos. Agora, há determinações mais severas sobre ao que se refere à legislação trabalhista e o conteúdo automotivo. No entanto, os fluxos comerciais entre EUA, México e Canadá, de 1,2 trilhão de dólares anuais, serão mantidos quase inalterados.

Com a aprovação do Senado, o texto segue então para sanção do presidente americano, Donald Trump. O conjunto de leis, que colocará o novo acordo EUA-México-Canadá em prática, foi aceito com folga. Isso porque o saldo da votação bipartidária registrou a vitória de 89 votos a favor, contra 10 em discordância.

Sob controle do partido Democrata, a Câmara dos Deputados dos EUA admitiu a legislação, em 19 de dezembro 2019. Isso após formular alterações que pudessem aumentar a garantia de execução dos direitos trabalhistas e também enrijecer as regras ambientais. O Todo o processo se estendeu durante meses de negociações, frequentemente duvidosas, com o governo Trump. Já no Senado, a votação ocorreu no dia seguinte à assinatura de Trump pela Fase 1 do acordo comercial com a China. E anteriormente ao início formal do julgamento de impeachment do presidente americano na casa.

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EUA em esforços

Impulsionado pela movimentação dos dois acordos comerciais, Nafta e China, o índice S&P 500 da bolsa de Nova York chegou a marca de 3.300 pontos. Além das aprovações, o balanço positivo do banco Morgan Stanley e as vendas estáveis no varejo também estimularam a pontuação.

Para o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, Trump está se empenhando para retomar o equilíbrio entre os EUA e seus parceiros comerciais fundamentais. Ele avalia que os esforços do presidente nestes relacionamentos cordiais estão sendo positivos e acabam ajudando a fomentar o crescimento econômico norte-americano.