EUA criam 225 mil novas vagas de emprego em janeiro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (7) os números da folha de pagamentos do país (com exceção dos trabalhadores agrícolas), com 225 mil novas vagas abertas em janeiro.

O resultado veio bem acima do esperado pelos analistas, que era entre 160 e 200 mil novos postos.

O resultado de dezembro foi revisado para 147 mil vagas – na divulgação anterior, eram 145 mil.

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Taxa de desemprego sobe

A taxa de desemprego subiu para 3,6% em janeiro, ficando acima da previsão de 3,5% – que foi também o índice em dezembro.

O salário médio por hora subiu 0,25% – a expectativa era de +0,30%.

Analista comenta

O analista Ernani Reis, da Capital Research, comenta os dados de payroll: “Após uma semana tensa com a crise do coronavírus e a conclusão do processo de impeachment do presidente Donald Trump, os americanos podem respirar um pouco mais aliviados nesta sexta-feira. O Departamento do Trabalho dos EUA acaba de divulgar o payroll e a taxa de desemprego referente ao mês de janeiro e os números agradaram.”

Reis analisa: “Projetado para 160 mil postos de trabalho, o indicador apresentou a abertura de 225 mil novas vagas, acompanhadas de uma taxa de desemprego de 3,6%, levemente acima dos 3,5% projetado. Os dados chegam quando os mercados buscam por sinais claros sobre o ritmo do crescimento da economia norte-americana neste ano.”

O analista conclui: “Tratando-se apenas do primeiro mês do ano, é cedo para pensar em alterar a projeção do PIB americano para 2020, ainda mais quando a crise de saúde com o coronavírus ameaça a impactar o cenário econômico global, mas o dado não deixa de ser um sopro de otimismo para os investidores.”