ETF é boa opção para quem quer diversificar investimentos

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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O investidor experiente ou mesmo o iniciante já sabe de uma das premissas mais básicas da economia: a diversificação. No popular, todo mundo já ouviu que não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta. E o ETF é uma boa opção para quem precisa variar.

Isso porque o exchange-traded fund, ou fundo de índice, é um fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores como se fosse uma ação. Um ETF também pode ser chamado de fundo de índice, e a maioria deles acompanha um índice, como um índice de ações ou índice de títulos.

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Muitos analistas chamam essa modalidade de veículo de investimento, principalmente porque uma de suas vantagens é oferecer acesso a diferentes mercados de forma diversificada a um valor baixo.

Na prática, funciona assim: com o valor de uma cota do ETF que replica o Ibovespa, o investidor já investe em todas as ações do índice e, assim, distribui o risco do seu investimento entre elas. Tem ainda aquele que replica a bolsa americana, cuja maior vantagem está no investimento dolarizado no exterior.

Um fundo passivo

Um dos conceitos acerca dos ETFs é que a maioria deles é de fundos passivos, justamente por espelharem índices.

Acontece que outros ativos geralmente montam estratégias para superar os índices e a esse movimento se dá o nome de benchmark. Na prática, é o alvo que uma carteira de ações, por exemplo, tem na semana, mês ou ano.

Obviamente, ser um veículo passivo só é uma vantagem se o investidor tiver uma estratégia de longo prazo. Do contrário, o ETF passa a ser uma desvantagem. Vale destacar, ainda, que ele não é recomendado para reserva de emergência.

Seguindo pelo lado dos benefícios, para quem é investidor novato é que esse tipo de investimento o acesso aos produtos de renda variável, cujo mercado tende a oferecer melhores retornos em relação aos de renda fixa. Isso porque outros ativos de renda variável costumam ser bastante complexos para quem ainda não está ambientado com o mundo dos investimentos.

Outro ponto importante acerca é que eles são livres de “come-cotas” que, via de regra, representam a antecipação do recolhimento do Imposto de Renda do investidor. Isso porque quando eles aparecem, a cobrança do tributo sobre os rendimentos segue uma tabela regressiva.

Assim, sem a incidência do “come-cotas”, os ETFs se apresentam como uma importante alternativa em termos de fundos de investimentos em função da maior rentabilidade líquida.  Vale ressaltar que, ao investir em ações individualmente, é necessário arcar com os custos para administrar a compra e venda dos papéis, o que não acontece com estes.

ETF ativo: TEQ11 é opção da EQI Asset

A busca por esse tipo de ativo tem crescido tão vertiginosamente que a EQI Asset, um dos braços da EQI Investimentos, lançou seu próprio ETF em outubro. O TEQ11 já está à disposição de todo investidor que queira diversificar sua carteira. Inclusive, o objetivo deste veículo não é apenas acompanhar o índice, mas superar a Nasdaq 100, que reúne 100 das maiores empresas não financeiras da bolsa eletrônica norte-americana, por isso, ele é chamado de ETF ativo.

Quais são as desvantagens?

Agora que você observou alguns pontos acerca das vantagens, é importante aprender também sobre as desvantagens. A primeira é que por se tratar de um fundo de investimento, o ETF não apresenta ganhos expressivos se comparado ao investimento em ações. Se comparado aos fundos de renda fixa, o risco é ainda maior.

Como risco e retorno andam juntos, pode-se dizer que se o risco é maior, os resultados também tendem a ser melhores. Assim, como o ETF oferece mais segurança em relação ao investimento direto em ações, isso faz com que ele traga certas limitações.

Além disso, por ser formado de acordo com índices, a composição da carteira não é feita de maneira altamente estratégica, e isso implica em não levar em consideração fatores que possivelmente o investidor mais experiente vai analisar na gestão individual dos seus ativos.

Já em comparação com o investimento direto em ações, o ETF apresenta uma desvantagem, que é não oferecer isenção de Imposto de Renda para a venda de ativos abaixo de R$ 20 mil. Fundos de índice têm sempre alíquota de 15% sobre o lucro que for obtido.

Porém, há uma exceção: caso a venda seja feita no mesmo dia, a alíquota fica em 20%. Assim como ocorre com as ações, na venda de cotas de ETF há também a retenção de imposto de renda na fonte com alíquota de 0,005%.

Por fim, a imprevisibilidade também é uma desvantagem, visto que sua rentabilidade é estabelecida em função da variação das ações presentes na carteira do investidor, que pode ser positiva ou negativa, gerando riqueza, ou prejuízo.

Existem muito mais vantagens e desvantagens do que as elencadas neste artigo, mas estas estão entre as principais e o investidor não pode deixar de analisá-las. Isso porque no mundo dos investimentos, informação gera conhecimento e este pode fazer a diferença na hora de escolher um produto.