Estudo mostra que Programa Verde Amarelo tem custo superior a de salário

Paulo Amaral
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A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Cultura divulgou dados de um estudo que apontaram para a ineficácia do Programa Verde e Amarelo, lançado pelo governo Jair Bolsonaro no último dia 11 de novembro.

Segundo informações da Agência Reuters, o custo mensal do programa criado para impulsionar a contratação de jovens e desonerar as folhas das empresas com encargos é mais alto que o próprio salário médio a ser recebido pelos trabalhadores participantes.

Essa troca de empregados mais qualificados por funcionários mais jovens pode comprometer ainda, segundo o estudo, a produtividade na economia, além de colocar em dúvida o potencial do programa em contribuir efetivamente para a criação líquida de vagas de trabalho.

Os cálculos da SPE apontaram que o custo fiscal do programa ficaria em R$ 5,956 bilhões de 2020 a 2024, ou R$ 1.929,37 ao mês por trabalhador, considerando um salário médio de contratação de R$ 1,2 mil.

“Cabe destacar o elevado custo estimado do programa para cada novo emprego gerado, bem como a possibilidade de impactos adversos na empregabilidade da população não elegível”, diz o estudo.

Assinado pelo subsecretário de Política Fiscal, Marco Antonio Cavalcanti, e pelo coordenador-geral de Política Fiscal, Bernardo Schettini, o estudo da SPE apontou que “a desoneração promovida potencialmente geraria empregos para a faixa etária almejada, mas criaria margem para substituição de trabalhadores não elegíveis no mercado de trabalho” e que, portanto, “o impacto do programa sobre a geração líquida de empregos é, assim, incerto”.