Estudo da FGV aponta que pandemia provocou queda de 20% na renda

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Portal FGV

Em pesquisa sobre os efeitos da pandemia no mercado de trabalho, a Fundação Getulio Vargas (FGV) apurou que a renda dos brasileiros teve um perda média de 20,1%.

O valor baixou de R$ 1.118 para R$ 893 mensais. No cálculo, foram considerados os mercados formal e informal e também a parcela de trabalhadores sem emprego. 

O coeficiente de Gini, usado para mensurar o nível de desigualdade social, aumentou 2,82% durante o período. A pesquisa foi coordenada pelo economista Marcelo Neri, da FGV.

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Redução da renda

Conforme demonstra o estudo, tanto a queda média na renda como o índice Gini atingiram nível recorde quando analisadas variações da série histórica, iniciada em 2012.

Para os mais pobres, a encolhimento de renda foi 27,9% – de R$ 199 para R$ 144. Entretanto, para os 10% mais ricos do país, o impacto foi de 17,5% – de R$ 5.428 para R$ 4.476.

Os pesquisadores atribuem a queda de mais de um quarto da renda à redução da jornada de trabalho, que foi de 14,34% na média nacional, além de outros fatores, como a diminuição na oferta de vagas. 

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A taxa de ocupação, ou seja, a parcela da força de trabalho que está empregada, também caiu 9,9%. A pesquisa aponta que o auxílio emergencial tem um “efeito-anestesia” e a situação social pode se tornar pior após o encerramento do programa. Segundo o texto, os resultados trabalhistas precisam ser revertidos para manter o bem estar social depois da pandemia.

O estudo da FGV afirma que a situação afetou mais indígenas, analfabetos e jovens de 20 a 24 anos. De acordo com os pesquisadores, mulheres foram mais afetadas, com 20,54% de queda na renda, contra 19,56% dos homens. O estado mais afetado foi Pernambuco, com -26,9%.

*Com Agência Brasil