Estudo da ABDI diz que alta tributação e falta de mão de obra emperram 5G no Brasil

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação / Positivo Informatica

A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) divulgou um estudo detalhando quais as principais barreiras que o governo brasileiro precisa superar se quiser implantar, com sucesso, a tecnologia 5G no País.

Em entrevista publicada no jornal Folha de S.Paulo, Igor Calvet, presidente da ABDI, cravou que o Brasil terá de qualificar a mão de obra especializada para desenvolver plataformas digitais se quiser aproveitar da maneira correta os benefícios advindos da tecnologia de quinta geração.

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“As escolas formam 32 mil profissionais nesse segmento por ano, mas o mercado tem mais de 70 mil vagas”, comparou. “Hoje, na ABDI, mapeamos as competências do setor privado. Tentamos, pela primeira vez, promover um encontro entre a oferta e a demanda”, emendou Calvet.

“Não podemos desperdiçar essa oportunidade que a tecnologia 5G abre para o País”, alertou a senadora Kátia Abreu, que presidirá a recém-criada Frente Parlamentar do Varejo, Ecommerce e Franchising.

“Com a internet das coisas, haverá uma revolução na produtividade. No campo, era assim. Queremos levar essa inovação para o varejo”, emendou a parlamentar.

Ela também considera a falta de mão de obra como um problema grave, mas crê que o País poderá criar uma forma de sanar esse problema a tempo de aproveitar tudo o que a tecnologia 5G terá a oferecer. “Tem gente deixando as profissões tradicionais para se dedicar à programação. Precisa resolver esse gargalo.”

Tributação

A segunda barreira que terá de ser superada pelo governo é referente à tributação, que necessita ser ajustada à realidade dos negócios em tecnologia.

A ideia da senadora Kátia Abreu é isentar tributos dos chips 5G para que as máquinas de cartão, que hoje operam com chips de celular, são usadas como forma de pagamento e acessam contas bancárias via internet, evoluam e até “conversem entre si”.

Hoje a União cobra de cada chip de celular R$ 14,29 por ano entre tributos e contribuições. Conforme a reportagem da Folha, na comunicação entre máquinas, essa receita média por chip é estimada em R$ 12 por ano pelas operadoras. Ou seja: mantida essa estrutura tributária, a internet das coisas se torna inviável e, sem ela, o país avançará lentamente na era da indústria conectada.

 

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