Estudo aponta que coronavírus causará prejuízo de US$ 15 bilhões ao esporte

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação/Flamengo

Paralisação de campeonatos de futebol por todo o planeta, interrupção da NBA, adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O esporte mundial também está sofrendo com a pandemia de coronavírus. E o principal efeito será nos cofres.

Segundo estudo divulgado pela CNN Brasil Business, e realizado pela consultoria Sports Value, o prejuízo do esporte em 2020 pode chegar aos US$ 15 bilhões, sem contar os efeitos negativos da não realização das Olimpíadas.

A conta feita pela consultoria especializada em marketing esportivo considerou valores que já ficaram para trás, independentemente da realização ou não dos eventos em datas futuras.

Segundo a Sports Value, entram na soma vendas de ingressos de jogos que não serão mais realizados, direitos de televisão, diminuição da comercialização de produtos oficiais das ligas e dos clubes envolvidos, além da redução dos patrocínios.

Amir Somoggi, sócio-diretor da empresa, detalhou parte dos prejuízos estimados para o mundo esportivo por conta da paralisação dos eventos como forma de impedir a disseminação da Covid-19.

Segundo Somoggi, só as ligas americanas devem sofrer um prejuízo de US$ 5 bilhões, US$ 500 milhões a mais do que o déficit previso para as cinco principais ligas de futebol europeias.

“E esse impacto é apenas a ponta do iceberg para toda a indústria do esporte. As pessoas estão em casa, sem comprar tênis de corrida ou camisas dos seus clubes. O prejuízo pode ser ainda maior”, projetou.

Clubes brasileiros

Parados em todo o País por conta da pandemia de coronavírus, os clubes de futebol do Brasil podem fechar 2020 com um prejuízo de até 50% nas receitas projetadas para a temporada.

Fernando Ferreira, da Pluri Consultoria, especialista em marketing esportivo, fez a projeção durante sua participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

Segundo Ferreira, há dois cenários possíveis e, em ambos, os principais clubes do País já registrarão prejuízo em seus cofres por conta da Covid-19.

No melhor deles, em que o Brasil conseguirá “driblar” a pandemia até o fim do mês de abril, a perda para os principais clubes brasileiros (os 20 da Primeira Divisão + o Cruzeiro) já ultrapassará os 10%.

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“Se a gente tiver um cenário que chamamos de otimista, chegar agora em abril e os campeonatos serem retomados, é uma situação menos dramática”, ponderou.

Alternativas contra a crise

O especialista ouvido pela CNN Brasil apontou um caminho ainda pouco explorado por clubes e que pode ajudar a diminuir, ao menos um pouco, o prejuízo durante a pandemia de coronavírus: as redes sociais.

“Fazer ações e criar conteúdo por meio das redes sociais pode ajudar a diminuir o impacto na diminuição dos valores do patrocínio e das cotas de televisão. É quase certo que os clubes terão uma redução de verbas nos dois casos”, projetou.

Outra dica de Somoggi foi direcionada para a entidade que comanda o futebol brasileiro e tem em seu caixa milhões obtidos em patrocínios, principalmente com a negociação de direitos da seleção brasileira.

“A CBF tem que agir no futebol como o governo está agindo com a economia. Tem que pegar os R$ 600 milhões que tem em caixa e distribuir para clubes que podem quebrar com essa parada, especialmente os que dependentes dos campeonatos estaduais”, opinou.

Olimpíadas de Tóquio

A conta dos prejuízos fica ainda maior por conta do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que agora serão disputados entre julho e agosto de 2021.

Segundo a reportagem da CNN, somente para a organização do evento, que também leva em conta todas as obras de infraestrutura de transporte na cidade japonesa para recepção de visitantes e atletas, calcula-se em investimentos na ordem de US$ 26 bilhões.

O adiamento das Olimpíadas para o próximo ano deve retrair em 1,1% o PIB projetado anteriormente para o Japão, que era de 0,2% para 2020.

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