Estatal criada por Bolsonaro terá receita própria

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Foto pública

A NAV Brasil, primeira empresa pública criada no governo do presidente Jair Bolsonaro, será assistida com recursos próprios.

O surgimento de outra empresa pública que pudesse eventualmente depender do orçamento da União fez com que a equipe econômica do governo Bolsonaro resistisse à proposta.

Dessa forma, para driblar possíveis entraves estabelecidos pela equipe de Guedes, a Aeronáutica buscou diversificar a atuação da NAV.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Nesse sentido, a Aeronáutica garante que as receitas virão da navegação aeroportuária. Atualmente, essa prestação de serviço responde por 12% de toda a atividade do setor, desempenhada por órgãos da Aeronáutica. Assim sendo, empresas de aviação pagam pelo serviço, tanto para a Infraero quanto para a Aeronáutica.

“No planejamento estratégico da NAV, foi desenhado um plano para que ela tenha diversas outras receitas. Deverá, por exemplo, cuidar da navegação na base de Alcântara “ afirma Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura em entrevista à folha de São Paulo.

Segundo Freitas, a empresa ficará responsável pela base de Alcântara (Maranhão), para atender às exigências do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) assinado com os EUA.

A base fará lançamentos de foguetes e satélites equipamentos desenvolvidos pelos americanos.  No caso dos aparelhos dos EUA, haverá um tratamento diferenciado. Isso porque os americanos irão trabalhar na base de Alcântara em conjunto com os brasileiros.

Hoje, os militares compartilham com funcionários da Infraero a atividade de navegação.  Na área dos aeroportos, cabe à torre de comando e aos equipamentos em solo fornecer informações necessárias para pouso e decolagem, como direção e velocidade do vento e condições meteorológicas.

Já no espaço aéreo, quem faz a comunicação com as aeronaves são os militares informando as melhores rotas, por exemplo, e direcionando-as para evitar acidentes.

Um decreto de Bolsonaro para regulamentar as atividades da nova empresa deverá ser publicado nas próximas semanas.