Estapar lança IPO; ação será precificada dia 13 de maio

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Estapar

A Allpark Empreendimentos, dona da Estapar, terá suas ações precificadas no dia 13 de maio. A companhia havia protocolado o pedido de registro de oferta pública (IPO, na sigla em inglês) no dia 17 de fevereiro.

As ações da companhia estreiam em bolsa no dia 15 de maio.

O prospecto prevê a distribuição primária de, inicialmente, 28,6 milhões novas ações ordinárias de emissão da companhia e a secundária de até 1.234.430 ações ordinárias de emissão da empresa.

Na oferta primária os recursos serão canalizados diretamente para o caixa da empresa, enquanto a oferta secundária os atuais sócios realizaram a venda de suas participações, ou seja, sem a entrada de capital na companhia.

A oferta secundária terá como acionistas vendedores Armando Carmo Couri, Emilio Odebrecht Peltier de Queiroz, Guilherme Nunes Ribeiro, André Roberto Gomes Rossetto, Jorge Marcos Soares De Novaes e Francisco Peltier de Queiroz.

A oferta terá o Banco BTG Pactual como coordenador líder, o Bradesco BBI, o Santander e o  BB-Banco de Investimento como demais coordenadores.

O público alvo da oferta são investidores não institucionais e investidores institucionais. O valor mínimo de pedido de investimento é de R$ 3 mil e o valor máximo de pedido de investimento é de R$ 1 milhão por investidor não institucional.

De acordo com o prospecto, o preço por ação estará situado entre R$ 10,50 e R$ 13,00, no entanto, o preço por ação poderá ser fixado acima ou abaixo desta faixa indicativa.

Sobre a Estapar

A Estapar é uma companhia focada na mobilidade urbana que tem mais de 38 anos de história. A operação nasceu de uma das maiores empresas de estacionamentos do Brasil, segundo estimativas da empresa.

A companhia é líder no setor, operando aproximadamente 400 mil vagas em 684 operações localizadas em polos geradores de tráfego dos principais centros urbanos do Brasil.

Segundo o propescto, a Estapar tem uma base de estacionamentos bastante diversificada por contraparte, por geografia e por segmento econômico (aeroportos, prédios comerciais, hospitais, shopping centers e universidades, dentre outros).

A companha já investiu em 15 aeroportos, 23 concessões on-street, 17 concessões off-street, 29 ativos de real estate e 112 contratos de longo prazo.

Lucratividade

De acordo com o prospecto, a Estapar reportou um prejuízo de R$ 20,7 milhões em 2018, o que representa uma redução de 39,6% no prejuízo do ano anterior.

A companhia explica que a forte redução no prejuízo líquido da Companhia é resultado do aumento da margem bruta associada ao aumento nas receitas líquidas, compensados parcialmente pelo aumento das despesas com vendas, gerais e administrativas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 171,7 milhões no ano de 2018, um aumento de 4,7% em relação ao ano de 2017. Já margem Ebtida atingiu 17,5%, alta de 0,3 ponto percentual.

A receita líquida somou R$ 979,2 milhões, um crescimento de 2,8%. O aumento da receita líquida foi influenciado pela da maturação de novas operações assumidas ao longo de 2018, principalmente no segmento de shopping centers.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 92,9 milhões, uma elevação de 12,3%.

A dívida líquida da Estapar encerrou 2018 em R$ 268 milhões, 59% inferior a dívida líquida no final de 2017.

Composição societária

Na data deste Prospecto, o capital social da Etapar é de R$ 212.153.378,11, divido em 161.335.153 ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal.

Segundo o prospecto enviado a CVM, os principais acionistas da companhia são FIP Maranello  (47,7%), Riverside FIP (32,8%), FIP Brasil de Governança Corporativa (11,1%), TSEMF III Brazil S.a.r.l (3,7%), TSEMF IV Brazil S.a.r.l (2,2%).

Fatores de risco

Entre os fatores de risco listados estão a incapacidade da empresa em conseguir implementar integralmente suas estratégias de negócio, de manter ou renovar contratos de locação ou renová-los em condições menos favoráveis do que as atuais.

A perda de concessões pública e contratos de cessão de uso de área com concessionárias de serviços públicos podem impactar negativamente a receita e capacidade de operar da Estapar.

Além disso, o surto de doenças transmissíveis em todo o mundo, como a atual coronavírus, pode levar a uma maior volatilidade no mercado de capitais global e resultar em pressão negativa sobre a economia mundial e a economia brasileira, impactando o resultado da empresa e suas ações.

Destinação dos recursos

A Estapar projeta que os recursos líquidos que serão recebidos com a Oferta Primária serão de aproximadamente R$ 314,5 milhões (sem considerar as ações adicionais e as ações do lote suplementar), com base no preço por ação de R$ 11,75 que corresponde ao ponto médio da faixa Indicativa.

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Os recursos líquidos captados na oferta primária serão integralmente destinados para o pagamento da concessão onerosa do serviço de estacionamento rotativo (zona azul) em vias e logradouros do Município de São Paulo.

A Estapar ainda informou que quaisquer recursos líquidos remanescentes serão utilizados para reforço de caixa da empresa.

A Companhia venceu a licitação da Concessão Zona Azul de São Paulo, mas ainda não assinou o respectivo contrato.