Estados Unidos vão dobrar emissão de títulos da dívida para retomada econômica

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação /DW

Os Estados Unidos anunciaram uma importante medida para reaquecer a economia que luta para se manter em pé diante da crise do coronavírus.

Informações da AFP dão conta de que o Departamento do Tesouro norte-americano emitirá títulos da dívida no valor aproximado de US$ 3 trilhões no segundo trimestre de 2020.

A quantia é mais do que o dobro do que o Tesouro costuma emitir em um ano e, quando comparada com a do último exercício fiscal, terminado em 30 de setembro, chega a assustar.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu, no ano fiscal que terminou em setembro de 2019, US$ 1,28 trilhão.

Em comunicado oficial distribuído à imprensa, o Tesouro explicou que o número recorde “se deve, principalmente, ao impacto da epidemia da COVID-19, incluindo os gastos da nova legislação de ajuda a pessoas físicas e jurídicas”.

Investimento seguro

De acordo com a AFP, o governo dos Estados Unidos não deve encontrar grandes problemas na emissão dos quase US$ 3 trilhões em títulos, já que estes são considerados “os mais seguros do planeta” e muito procurados em tempos de crise.

O mercado é tão significante para este bônus que os títulos têm liquidez semelhante à encontrada em dinheiro vivo, pois podem ser “comprados e vendidos facilmente a qualquer momento”.

Juros baixos

O governo dos Estados Unidos parece estar com o plano bem traçado para a retomada da economia pós-pandemia de coronavírus.

Além dessa emissão recorde de títulos, o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, informou, no fim de março, que manterá as taxas de juros no país entre 0 e 0,25%.

“O vírus e as medidas tomadas para proteger a saúde pública estão induzindo acentuados declínios na atividade econômica e um aumento nas perdas de empregos”, diz o comunicado oficial do banco.

“À luz desses desenvolvimentos, o Comitê decidiu manter a taxa de fundos federais de 0 a 0,25%. O Comitê espera manter essa faixa de metas até ter certeza de que a economia resistiu a eventos recentes e está a caminho de alcançar suas metas máximas de emprego e estabilidade de preços”, complementa.

Segundo o Banco Central dos EUA, as taxas de juros só poderão sofrer alterações quando o país tiver a certeza de que superou os momentos difíceis causados pela pandemia.

“O Comitê continuará monitorando as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas, incluindo informações relacionadas à saúde pública, bem como desenvolvimentos globais e pressões inflacionárias”, reforça o Fed.

“Ao determinar o momento e o tamanho dos ajustes futuros na orientação da política monetária, o Comitê avaliará as condições econômicas realizadas e esperadas em relação ao seu objetivo máximo de emprego e ao seu objetivo simétrico de 2% da inflação”, adiciona o texto do comunicado.

Mercados começam o dia com esperança na retomada econômica