Estados Unidos reabrem mercado para carne in natura do Brasil

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Divulgação / Anvisa

A ministra da Agricultura Tereza Cristina anunciou, nesta sexta (21), que os Estados Unidos reabriram o mercado para carne in natura do Brasil.

“Mais um bom resultado para nossa economia. Reconhecimento da qualidade do produto brasileiro”, afirmou a ministra nesta sexta pelo Twitter.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Serviço de Inspeção e Inocuidade Alimentar (FSIS) anunciaram ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a abertura de mercado para carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos. A regra vale a partir de hoje.

“Hoje recebemos com muita satisfação uma notícia esperada há muito tempo: a reabertura do mercado de carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos. Uma notícia que esperávamos com ansiedade há algum tempo e que hoje eu tive a felicidade de receber. Traz o reconhecimento da qualidade da carne brasileira por um mercado tão importante como o americano”, disse a ministra Tereza Cristina.

Estude e compare seus investimentos em FIIs

Acesse esse material especial para avaliar resultados, performance e dividendos dos melhores FIIs no mercado

Problemas corrigidos

O Brasil poderá começar a enviar produtos de carne bovina in natura derivados de animais abatidos. No comunicado encaminhado ao ministério da Agricultura, o FSIS lembrou que “o país corrigiu os problemas sistêmicos que levaram à suspensão e está restabelecendo a elegibilidade das exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos”.

O FSIS diz ainda que vai encerrar “os casos pendentes de violação de pontos de entrada associado à suspensão de 2017.”

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa (Dipoa) deve enviar uma lista atualizada de estabelecimentos elegíveis certificados antes da primeira remessa.

Reuniões sobre o tema

As compras de cortes bovinos do Brasil foram suspensas pelos Estados Unidos em 2017. “Os motivo eram reações (abcessos) provocadas no rebanho, pela vacina contra a febre aftosa”, diz o ministério.

“Desde o início do ano passado, a ministra tem feito diversas reuniões com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, para tratar do assunto. Em junho de 2019, uma missão veterinária dos Estados Unidos esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos. A missão retornou em janeiro deste ano”, acrescenta o ministério.

Em novembro a ministra Tereza Cristina se reuniu com o secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue. Eles conversaram sobre a suspensão à importação de carne bovina in natura do Brasil. De acordo com a ministra, o governo americano estava, naquele época, finalizando a análise dos dados que o Brasil enviou e deve dar um posicionamento em algumas semanas.

Trâmites

“Vamos fazer os trâmites com a maior tranquilidade. Eles me prometeram que em breve teremos notícias sobre a data e se as informações que passamos são suficientes ou não. Vamos aguardar uma decisão deles, eu espero que seja breve mesmo, pela nossa conversa”, disse a ministra, ao sair da reunião.

O secretário Perdue agradeceu a celeridade com que o Brasil enviou as informações solicitadas na última auditoria realizada em junho e comprometeu-se dar prioridade ao processo.

Em 2017, os Estados Unidos suspenderam as compras de cortes bovinos do Brasil, devido às reações (abcessos) provocadas no rebanho, pela vacina contra a febre aftosa. Em junho deste ano, uma missão veterinária dos Estados Unidos esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos.