Estados Unidos e Reino Unido começam negociações pós-Brexit

Paulo Amaral
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Crédito: Foto de AP / Evan Vucci; Daniel Leal-Olivas / Piscina / Reuters

Estados Unidos e Reino Unido iniciaram tratativas comerciais após o Brexit, que configurou a saída dos britânicos da União Europeia.

Em reunião por videoconferência, representantes dos dois países buscarão fortalecer as cadeias domésticas de suprimentos e retomar as conversas iniciadas há pouco mais de um ano.

A primeira rodada de conversas deverá se prolongar até o próximo dia 15 de maio, envolvendo mais de 100 negociadores em cada uma das equipes, divididos em 30 grupos que cobrirão vários aspectos.

Na ocasião, Robert Lighthizer, representante comercial do governo de Donald Trump, buscava acesso total para produtos agrícolas dos EUA e tarifas reduzidas para produtos manufaturados dos EUA.

A ideia do governo de Donald Trump é mudar as cadeias de suprimentos de volta para os Estados Unidos e, com isso, isolar a China, começando uma campanha “Compre nos EUA” voltada, principalmente, para suprimentos médicos e produtos similares.

Agricultura é obstáculo

De acordo com a Reuters, um dos obstáculos das conversas deverá ser a agricultura norte-americana, famosa por adotar alterações genéticas em produtos, além de tratamentos antibacterianos para aves.

Segundo a agência de notícias, Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, prometeu negociar uma “pechincha”, e a secretária de Comércio Internacional, Liz Truss, disse que não diminuirá os padrões de segurança alimentar.

Em comunicado conjunto, Truss destacou que um acordo de livre comércio é uma prioridade para os dois países e que, por isso, pretendem negociar a um ritmo acelerado.

“Boris Johnson deixou claro que somos líderes no livre comércio e que este acordo tornará ainda mais fácil fazer negócios com nossos amigos do outro lado do Atlântico”, declarou.

A Câmara do Comércio dos Estados Unidos, por sua vez, solicitou a eliminação total de todas as tarifas.

A alegação do governo norte-americano é a de que isso aumentaria as perspectivas de longo prazo para os dois países, em um momento em que suas economias foram duramente atingidas por paralisações destinadas a restringir a propagação do coronavírus.

Estão previstas rodadas de negociações de duas semanas a cada 45 dias. O governo britânico ainda não detalhou um prazo máximo para a conclusão e nem se tudo estará acertado até o fim do ano.

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