Estados Unidos ampliam medidas restritivas às exportações para China

Paulo Amaral
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Crédito: Imagem/reprodução/cobbiz

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (27) novas medidas restritivas às exportações de produtos para a China.

A Agência Reuters informou que as diretrizes ampliadas pelo governo de Donald Trump incluem, agora, componentes de aeronaves e itens relacionados a semicondutores.

As novas regras impedem que empresas norte-americanas vendam certos tipos de itens para entidades militares, mesmo que sejam para uso civil.

Além disso, a determinação do governo dos Estados Unidos a partir desta terça-feira, quando as novas medidas constarão do Registro Federal, é que a permissão existente para a exportação de determinadas tecnologias para uso civil seja revogada.

Exército chinês e empresas estrangeiras afetadas

As novas regras de exportação dos EUA causarão impacto direto no Exército de Libertação Popular da China, que, segundo a nota da Reuters, está envolvido em atividades civis, como hospitais, de acordo com especialistas.

Além disso, o governo dos Estados Unidos também determinou que as empresas estrangeiras que transportam certos produtos norte-americanos para a China tenham que buscar aprovação não apenas de seus próprios governos, mas dos Estados Unidos também.

Coronavírus estremeceu relações

A Reuters lembrou em sua reportagem que as novas medidas restritivas dos Estados Unidos para as exportações para a China foram divulgadas em um momento de crescente tensão entre os países.

Donald Trump já fez declarações polêmicas, a maior parte delas via Twitter, sobre uma possível “culpa” dos chineses pela pandemia de coronavírus que assombra o mundo.

Na última semana, o presidente norte-americano, que já havia rotulado o coronavírus de “vírus chinês”, voltou a afirmar que não estava nada satisfeito com o modo como o país asiático vem se comportando na crise.

“Eles não nos falaram o que estava acontecendo. Não informaram o que estava acontecendo lá dentro. Não, eu não estou feliz com a China”, disse, na coletiva diária na Casa Branca.

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