Especialistas se mobilizam e projetam nova reforma da Previdência para 2040

Paulo Amaral
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Crédito: Pedro França/Agência Senado

A reforma da Previdência com mudanças nas regras das aposentadorias e pensões acabou de ser aprovada, mas um grupo de especialistas no assunto já está projetando a necessidade de o País passar por novas alterações por volta de 2040.

De acordo com uma reportagem publicada pelo Estadão Conteúdo, os estudiosos alegam que, apesar das recentes mudanças, o cenário continuará apresentando o envelhecimento da população e a redução do número de jovens, comprometendo, dessa forma, o sistema atual, em que os trabalhadores ativos financiam os benefícios de quem já se aposentou.

Paulo Tafner, um dos maiores conhecedores de previdência do País, estimou que o Brasil tenha ganho um fôlego de 20 anos com as atuais reformas, mas terá que discutir um modelo baseado em capitalização, em que os trabalhadores contribuem para uma poupança individual, bancando a própria aposentadoria no futuro.

“A gente tem a década de 20 de relativa administração. Já na década de 30, vamos começar a viver o que vivemos nos últimos 15 anos: déficit crescendo, pressão em cima do fiscal, o que vai forçar a tomada de decisão (uma nova reforma). Não passa do início dos anos 40”, assegurou.

“Temos a percepção de que, daqui para frente, a discussão continua, e a gente tem de partir para um novo sistema”, completou, projetando que, dentro de 30 anos, haverá dois aposentados para cada três trabalhadores ativos, proporção que deixaria o sistema atual “insustentável”.

Tentativa fracassada

Segundo a reportagem do Estadão, Paulo Guedes, ministro da Economia, tentou implementar no texto original da última reforma o modelo de capitalização citado pelos especialistas.

O modelo citado por Guedes, no entanto, não era muito detalhado, mas tinha uma diferença fundamental: seria bancado com a contribuição somente dos trabalhadores, sem participação dos empregadores.

Isso poderia, na visão dos congressistas, resultar em benefícios de menor valor no futuro. Por conta disso, a proposta foi uma das primeiras baixas no texto.