Emergentes podem ser a próxima “bolha”, diz especialista

Matheus Leal
Colaborador do Torcedores

Crédito: AGENCIAUNO / MAURICIO MÉNDEZ

Clima de tensão e guerra tomou conta do Chile desde o último sábado

As crises políticas nos países emergentes como Argentina, África do Sul, Equador, Turquia e, nos últimos dias, Chile, preocupam e alertam os investidores dos riscos de entrarem nesses mercados. A princípio, as cotações de ativos mostram passam a sensação de tranquilidade, porém a realidade é completamente oposta.

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E é justamente isso que alerta o especialista David Levy, presidente do centro de previsões Jerome Levy Forecasting, em sua mais recente publicação. Para ele, a demanda de taxas mais altas e o endividamento lembram a bolha imobiliária dos Estados Unidos antes da crise financeira no mundo.

“Na próxima recessão, os países emergentes vão enfrentar sérios problemas. A bola de ativos deste ciclo é no segmento de mercados emergentes”, afirma Levy.

Os títulos de mercados emergentes têm vendas em larga escala e já superam o volume de todo o ano passado. A emissão de dólares e euros por governos e empresas desses países em desenvolvimento já somam 525 bilhões de dólares. Ou seja, um aumento significativo de 20% em relação ao mesmo período em 2018. Os dados são divulgados pela Bloomberg.

Em Frankfurt, o gestor sênior de carteiras da Union Investment que os investidores estão olhando além das manchetes políticas, mas isso pode deixa-los seriamente machucado.

“Parece haver fadiga entre os investidores diante do risco geopolítico em mercados emergentes. Eles estão tentando olhar além das manchetes sobre política, manifestações, sanções e enxergar os canais através dos quais estes podem impactar os investimentos em ativos emergentes, mas quem ignorá-los por muito tempo pode sair seriamente machucado.”, disse Sergey Dergachev.