Há uma escassez global de chips hoje no mercado que impacta toda a indústria de semicondutores, revelou o CEO da Nokia, Pekka Lundmark, à CNBC.
Segundo ele, essa falta de chips precisa ser monitorada de perto e a visibilidade da cadeia de suprimentos não é tão boa como costumava ser.
E a questão não atinge só a cadeia de telecomunicações, mas também o setor automotivo, os dispositivos de consumo e os dispositivos IoT (internet das coisas). “Na verdade, toda a indústria de semicondutores está muito ocupada encontrando maneiras de aumentar a capacidade”, afirmou o executivo.
Usados para alimentar carros, telefones, computadores de alto desempenho, sistemas de defesa, aplicativos de inteligência artificias, entre outras coisas, os chips são utilizados por empresas de todos os portes e setores ao redor do mundo.
Com falta de chips, indústria automotiva corta produção
A falta de chips no mercado tem atingido também a indústria automotiva. A preocupação é com os custos principalmente, pois a indústria usa os dispositivos em tudo, desde direção hidráulica e sensores de freio a sistemas de entretenimento e câmeras de estacionamento.
Fabricantes como GM, Honda e Ford foram forçados a cortar suas produções recentemente.
Mas a própria Nokia não foi muito afetada. “Não estamos vendo nenhuma escassez real”, disse Lundmark. “A situação é administrável, mas é um assunto que requer atenção constante”.
Porém, a médio e longo prazo, ele vê dificuldades no suprimento de chips.
Os maiores fabricantes mundiais de chips são a TSMC de Taiwan, a SMIC da China e a Samsung da Coréia do Sul.
Mas Samsung e TSMC são as únicas no mundo que são capazes de fabricar os chips de 5 nanômetros.
Custo é alto
Um dos motivos de haver tão poucas fábricas de chips de 5 nanômetros é porque eles são caros. Construir algo tão pequeno requer equipamento de alta tecnologia que não é barato.
De acordo com a Semiconductor Industry Association, uma coalizão apoiada por vários fabricantes de chips, os EUA representa apenas 12,5% da fabricação de semicondutores.
A Europa é responsável por menos de 10% da produção global. A Comissão Europeia, braço executivo da UE, quer aumentar esse número para 20% e está estudando investir 20-30 bilhões de euros para que isso aconteça.
Os países agora procuram financiar novas fábricas de chips como parte de um esforço para resolver os problemas de fornecimento.


