Equador: acordo de livre-comércio com os Estados Unidos está no radar de Trump

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu na Casa Branca o presidente equatoriano, Lenín Moreno, nesta quarta-feira (12) e ambos se dispuseram a alcançar um acordo de livre-comércio. O mandatário norte-americano está particularmente empenhado no eventual pacto.

“Faremos isso. eles têm produtos incríveis”, disse, e viu como modelo o acordo T-MEC entre México, Estados Unidos e Canadá, negociado por iniciativa pessoal para substituir o Nafta. “Nossa relação é muito boa”, fez saber, ainda, Trump.

Mudança de direção

Durante o governo de esquerda de Rafael Correa, de 2007 a 2017, Equador e os Estados Unidos estiveram com relações estremecidas. Mas Moreno mudou o rumo da política externa, se reaproximando de Washington.

Moreno foi vice de Correa, entre 2007 e 2013, e é do mesmo partido dele, o Alianza País. Perdeu o movimento das pernas em 1998, após ser atingido por disparo de arma de fogo em um assalto.

Segundo o Portal Terra, “Trump comemorou essa mudança de direção, que já motivou as visitas a Quito do vice-presidente americano, Mike Pence, e do secretário de Estado, Mike Pompeo”: “certamente restabelecemos o relacionamento com o Equador”, disse Trump, observando que seu “grande presidente percebe o quanto é importante se dar bem com os Estados Unidos’.

Moreno respondeu, dizendo que “os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Equador”.

Elogios a Moreno

Os Estados Unidos ainda tentam retomar a hegemonia dentro da América do Sul, perdida após sucessivos mandatos de políticos de esquerda por todo o continente. Os países lutaram durante esse tempo todo por uma independência maior da influência norte-americana, para poder negociar em melhores condições com o gigante. A aproximação do Equador com a China pode ser outro motivo – Trump considera essa relação com os asiáticos “predadora”.

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Os elogios, podem ser uma manobra nesse sentido, para além de um protocolo diplomático: “o Equador é o exemplo de como os países podem fazer uma transição pacífica inclusive de dentro. Isso se deve à liderança do presidente Moreno”, disse uma autoridade americana de alto escalão..

O Portal Terra reporta que “sob condição de anonimato, esse funcionário definiu Moreno como ‘um líder de esquerda’, que permitiu que o Equador transitasse do ‘socialismo bolivariano do século 21’, defendido pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, e aplaudido por Cuba e Nicarágua, para ‘a democracia e a transparência’ que os Estados Unidos impulsionam na região”.

Venezuela

O Equador não faz fronteira com a Venezuela, mas Moreno não reconhece a reeleição de Nicolás Maduro por considerá-la resultado de eleições fraudulentas, e apoia o líder da oposição Juan Guaidó para liderar um governo de transição e realizar novas eleições. Considera Maduro um problema para a região. O Equador recebeu cerca de 400 mil venezuelanos fugidos do governo de Maduro.

Trump respondeu que o colega pode se tranquilizar, pois os Estados Unidos vão “lidar com os venezuelanos”.

“O Equador está sofrendo em primeira mão não apenas (com as consequências do governo) de Correa, mas os efeitos de Nicolás Maduro e sua ditadura”, disse o alto funcionário.


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