Entenda o que será do Brasil na “Era Bolsonaro”

Imagine um cenário onde a renda dos brasileiros cresça anualmente, aeroportos lotados, aumento na venda de carros zero, boom imobiliário, aumento de emprego, empresas com estoques vendidos prontamente e pessoas saindo da pobreza para a classe média.

Filipe Teixeira
Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.Me envie um e-mail: filipe.teixeira@euqueroinvestir.com Ou então uma mensagem por WhatsApp: (51) 98128-5585 Instagram: filipe_st

Parece bom demais para ser verdade ou algum devaneio de uma mente extremamente otimista?

E se eu te disser que um dia já fomos este país?

Falo do grande crescimento econômico ocorrido no Brasil, na década de 2000, a famosa “era Lula”.

Para os “Lulistas”, o crescimento é diretamente creditado à figura quase divina do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas há também quem explique o fenômeno pela abertura do mercado chinês e o consequente aumento na exportação de commodities.

Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno, hoje mostrarei o que de fato ocorreu com a economia brasileira neste período e por que estou confiante de que a partir de 2019, o Brasil voltará a crescer no governo de Jair Bolsonaro.

*Um pequeno parênteses antes de continuarmos: Farei o máximo esforço para não misturar preferências políticas pessoais, focando apenas nos aspectos macroeconômicos.

Afinal, o crescimento econômico da era Lula explica-se pela abertura do mercado chinês?

Sim e não. Explico: De fato, tivemos um crescimento considerável na exportação de commodities para a China, em especial, o minério de ferro e a soja, mas, nem de longe explica o nosso crescimento.

É evidente também, que toda a cadeia produtiva relacionada a estes setores obtiveram ótimos resultados (maquinário agrícola e venda de caminhões por exemplo).

Para que você tenha uma noção mais exata, os produtos manufaturados correspondem a menos de 5% de toda a exportação do Brasil para a China.

Outro fator relevante: A participação das exportações brasileiras no PIB (Produto Interno Bruto) representa menos de 12%.

Com estas duas informações, parece muito óbvio que não, não foi a China.

O surpreendente ajuste ortodoxo de Lula

Para entendermos melhor este ponto, precisamos voltar até janeiro de 2003. O processo que conduziu Lula à vitória gerou pânico nos mercados em razão de seu discurso que prometia romper com “tudo que aí está”, erguendo bandeiras como a reforma agrária, calote nas dívidas, estatizações e maior proximidade aos sindicatos e movimentos sociais.

Tais razões fizeram com que houvesse uma considerável fuga de capital estrangeiro, trazendo a reboque a disparada do dólar e a forte subida do IPCA (principal índice que mede a inflação no país) encerrando 2002 em 12,5% (maior índice desde 1998).

Entretanto, na prática, Lula surpreendeu nomeando uma equipe conservadora e ortodoxa, liderada pelo brilhante Henrique Meirelles. Outro entusiasta da ortodoxia econômica a participar da equipe de Lula, foi Antônio Palocci (ele mesmo, o “Italiano”).

Ou seja, o primeiro acerto de Lula foi cercar-se de pessoas exclusivamente técnicas e não políticas, acerto que ao que parece, será repetido por Jair Bolsonaro e seu posto Ipiranga: Paulo Guedes.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Ao nomear seu “dream team”, Lula, e agora Bolsonaro, sinalizam ao mercado que os preços terão liberdade, que contratos serão cumpridos, que a política monetária será conduzida com mão de ferro por um Banco Central independente e principalmente: Uma política fiscal dura e austera.[/box]

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Lula e sua equipe “conquistaram o coração” do mercado financeiro ao elevar a SELIC (taxa básica de juros) para 26,50%, algo impensável para um governo de esquerda.

Ajustes duros como esse tendem a fazer com que as coisas piorem antes de começarem a melhorar. E foi exatamente assim nos seis primeiros meses de 2003: Consumo doméstico com queda de 11% e desemprego na casa dos 13%.

Passado este primeiro período de ajustes, os resultados rapidamente começaram a surgir: A inflação baixou de 17% para 5,2% no acumulado em 12 meses (o menor índice desde 1999). Soma-se a isto, uma surpreendente estabilidade política, resultando na confiança que se fazia necessária para que os investimentos retornassem ao país.

Todos estes ajustes ajudaram muito é claro, mas eles sozinhos também não explicam o crescimento neste período.

Perceba o incrível crescimento exponencial do crédito a partir de 2004

De fato, estes ajustes serviram de base para um fenômeno que como gosta de dizer o ex-presidente, “nunca havia sido visto na história deste país”: Aumento do crédito (quantidade de dinheiro “jogado” na economia pelos bancos) com uma taxa de inflação “comportada”.

Em tese, a expansão de crédito funciona por algum tempo, até que os preços comecem a subir, forçando o Banco Central a aumentar Selic e consequentemente, retirar o dinheiro de circulação.

No entanto, mesmo com a disparada no crédito ocorrida entre 2004 e 2011, a Selic ao contrário do que se esperava, manteve-se em ritmo de desaceleração, chegando à mínima de 8,75% ao final de 2010.

Para termos uma real ideia de quão raro é este fenômeno (aumento de crédito e redução dos juros), basta dizer que isto não acontecia desde 1914.

O curioso é que a explicação que soluciona esta equação é justamente o fator mais importante do nosso crescimento: A desvalorização do dólar.

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Por que o dólar desvalorizou?

Para entendermos este ponto crucial de nossa tese, novamente é preciso voltar até 2003, mais especificamente ao mês de março, quando o governo americano iniciou a invasão do Iraque no intuito de derrubar Saddam Hussein.

A operação que prometia ser rápida (sustentada no sucesso da ostensiva realizada em 1991), acabou estendendo-se por quase toda a década, custando além de muito dinheiro, a vida de 4.487 militares americanos.

É bom lembrar que os Estados Unidos ainda lambiam as feridas do 11 de setembro e que em paralelo, militares americanos também ocupavam o Afeganistão.

Historicamente, guerras são péssimas para a moeda dos envolvidos, no sentido dos custos militares e demais custos indiretos que acabam por configurar-se em custos extra orçamentários. Também é verdade que o custeio destas operações é coberto com endividamento por parte dos governos envolvidos o que gera entre outras coisas, a inflação.

Outro registro importante é o da expansão forte de crédito também no mercado americano, o que como sabemos, culminou com a bolha imobiliária.

Abaixo, um gráfico com a evolução do dólar frente as principais moedas do mundo:

Todas estas premissas juntas, foram responsáveis pelo cenário perfeito para nós brasileiros: renda, emprego e consumo em alta, com preços controlados (face a desvalorização do dólar), o que permitiu que nosso ciclo de crescimento durasse muito além do previsto pela equipe econômica.

E o que isso tem a ver com o governo de Bolsonaro?

Uma filosofia muito utilizada no futebol, defende que tão importante quanto entender as razões que te levaram à derrota, é conhecer as razões que te levaram à vitória e isso, como bem sabemos, não foi o que ocorreu no Brasil.

Já no fim do segundo mandato de Lula, com a nova (e trágica) Matriz Econômica, seguida fielmente por sua sucessora Dilma Rousseff, ficou comprovado que o Brasil, infelizmente não soube (ao menos na época) porque venceu.

Ao meu ver, estamos diante de uma oportunidade ímpar de ajeitar a casa e vivermos um remake de uma nova “era Lula”, mas capitaneados (literalmente) agora, por Jair Bolsonaro.

Vejamos: se é verdade que a crise agora é mais profunda, também é correto afirmar que a lição pôde ser aprendida, ou seja, nenhum crescimento econômico justifica a sangria de gastos públicos realizada nos governos petistas.

Não devemos contar com uma nova desvalorização do dólar frente ao real (ao menos não nos mesmos parâmetros), mas devemos ter em mente que hoje, contamos com a taxa de juros mais baixa da história e um controle inflacionário bastante eficiente.

Além disso, o mercado não teme o efeito Bolsonaro. Ao contrário do ocorrido em 2002, não será preciso uma nova “carta aos brasileiros” para frear a retirada de investimentos no país. A ortodoxia de Paulo Guedes ao menos por enquanto, tem garantido esta calmaria.

E mais, a expectativa em relação às commodities é a melhor possível.

Abaixo, gráficos que demonstram uma tendência muito forte de aumento das exportações brasileiras para a China:

Commodity de Minério de Ferro

Commodity de Petróleo

Commodity de Celulose

Cabe ao novo presidente trabalhar com afinco, principalmente nos primeiros meses de sua gestão, para garantir a estabilidade política que permita que as pautas fundamentais para nossa recuperação sejam votadas o quanto antes.

No mais, vale para este momento, o refrão do jingle usado na campanha de Lula, em 2006.

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