Entenda o MSMCA, acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá aprovado no Senado americano

Filipe Teixeira
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Foto: Reprodução/iStock Photos

O presidente norte-americano, Donald Trump, obteve uma importante vitória nesta quinta-feira (16), um dia após seu processo de impeachment ser encaminhado ao Senado. A casa aprovou o acordo de livre comércio entre EUA-México-Canadá, proposto por Trump.

A revisão do Nafta, a principal prioridade legislativa de Trump no ano passado, liberou o Senado em uma votação de 89 a 10 e agora dirige-se ao presidente para sua assinatura. O acordo EUA-México-Canadá havia sido aprovado pela Câmara em dezembro com uma votação expressiva de 385 a 41 no dia seguinte à votação pela câmara liderada pelos democratas para impugnar Trump.

A votação no Senado segue os mesmos moldes e também caminha em conjunto com o processo de impeachment, ocorrido apenas algumas horas antes de o juiz John Roberts jurasse presidir o julgamento. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, aplaudiu o acordo comercial como um raro momento de cooperação bipartidária.

“Uma grande vitória para o nosso país. Uma grande vitória para o governo Trump. Uma grande vitória para aqueles de nós que estão prontos para passar por esse momento de ruídos políticos tóxicos, voltando a fazer ainda mais negócios pelo povo americano”, disse McConnell no Senado.

Os democratas, liderados pela presidente Nancy Pelosi, finalmente concordaram com o acordo comercial em dezembro, depois de mais de um ano de discussões com o governo sobre mudanças nas disposições relativas a trabalho, meio ambiente, produtos farmacêuticos e a aplicação geral do acordo.

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As propostas conquistaram até mesmo senadores democratas como Sherrod Brown e Elizabeth Warren, que criticaram acordos anteriores de livre comércio.

No entanto, alguns democratas, incluindo o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, ainda se opõem ao acordo porque não menciona explicitamente as mudanças climáticas.

“Apesar de incluir muito boas disposições trabalhistas, estou votando contra a USMCA porque não trata das mudanças climáticas, a maior ameaça que o planeta enfrenta”, afirmou Schumer em comunicado antes da votação.

Alguns opositores do livre comércio, como o senador do Partido Republicano da Pensilvânia, Pat Toomey, também votou contra o acordo por criar novos requisitos salariais na indústria automobilística, entre outras intervenções no mercado.

McConnell disse inicialmente que o Senado não atuaria na USMCA até terminar o julgamento de impeachment de Trump, mas a decisão de Nancy Pelosi de adiar o envio dos artigos de impeachment ao Senado criou uma janela para a votação nesta semana.

O Comitê de Finanças do Senado e outros seis comitês, correram para aprovar o acordo desde o retorno do recesso de feriado na semana passada.

Aprovar esta revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte dá a Trump uma vitória para anunciar em seu discurso sobre os avanços do país em sua gestão, marcado para 4 de fevereiro.

Mesmo que o USMCA deva adicionar apenas 0,35% ao PIB após seis anos, a medida em somatório com a recente assinatura da Fase I do acordo comercial com a China, aliviarão algumas incertezas econômicas, ajudando o discurso de Trump aos eleitores com base na força da economia dos EUA.

Para os democratas de distritos estreitamente divididos ou republicanos, a USMCA permite que eles mostrem aos eleitores que estão trabalhando com o presidente e fazendo mais do que acusá-lo. Eles destacaram as disposições de aplicação do trabalho como modelo para futuros acordos de livre comércio.


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