Entenda a diferença entre investidor profissional e investidor qualificado

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: EQI

Você já ouviu falar de investidor profissional ou investidor qualificado? Sabia que eles não têm necessariamente a ver com profissão ou uma qualificação específica?

O que diferencia essas duas categorias de investidores iniciantes é o volume de investimentos que eles dispõem e a experiência que têm no mercado.

As definições e regras de enquadramento desses investidores constam na instrução 554 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

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  • Quer entender melhor os conceitos de investidores qualificados e investidores profissionais? Confira abaixo

O que é um investidor qualificado

Investidores qualificados não têm nada a ver com a “qualificação” de alguém que opera no mercado financeiro. O termo é designado pela CVM para aqueles que possuem valores iguais ou superiores a R$ 1 milhão investido.

Esse valor deve ainda ser atestado por escrito ou a pessoa deve possuir alguma certificação que a CVM aceite para fins de consideração de investidor qualificado.

A classificação é feita para pessoas físicas ou jurídicas. Além de ter R$ 1 milhão na conta, esses investidores são classificados como alguém que têm conhecimento sobre investimentos financeiros e sabe dos riscos envolvidos.

Esse conceito é usado em vários países como uma forma de regular o mercado e proteger o pequeno investidor. Assim, esse grupo de pessoas é separado dos demais pois tem mais capacidade de absorver adversidades de investimentos mais complexos.

O que é investidor profissional

Já o investidor profissional é aquele que tem mais de R$ 10 milhões investidos. Portanto, todo investidor qualificado é também um investidor profissional.

Mas para ser considerado um investidor profissional há também outros critérios definidos pela CVM. Ele também precisa assinar um termo reconhecendo-se como um investidor profissional.

Já no caso do registro profissional, o investidor tem que ter mesmo o “registro” na CVM, e não apenas a certificação que dá direito ao registro.

Assim, qualquer pessoa pode se tornar investidor qualificado se tiver uma das certificações aceitas. Entre elas estão o Agente Autônomo de Investimentos da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (ANCORD), Analista de Valores Mobiliários CNPI – Programa de Certificação Nacional, oferecido pela APIMEC, Certificações CEA (Certificação de Especialista em Investimentos), CGA (Certificação de Gestores) e CFP (Planejador Financeiro) do programa da ANBIMA.

Entram também nesta categoria as instituições financeiras, seguradoras e sociedades de capitalização, entidades abertas ou fechadas de previdência complementar, administradores de carteiras, consultores autorizados pela CVM, entre outros. Todos devem residir no Brasil.

Quais os benefícios?

De forma resumida podemos destacar que os investidores qualificados e profissionais se diferenciam pelo valor total investido. Enquanto os investidores qualificados precisam ter R$ 1 milhão investido, os profissionais devem ter mais de R$ 10 milhões.

Mas quais os benefícios de ser um investidor qualificado ou profissional?

Exatamente por ter quantias mais elevadas, esses investidores têm acesso a alguns tipos de aplicações financeiras que não são disponibilizadas aos investidores com menos recursos.

Assim, eles podem diversificar sua carteira de investimentos com ativos de maior complexidade. Muitos investimentos só são disponibilizados no mercado para investidores profissionais e/ou qualificados.

Os investidores qualificados geralmente têm acesso a produtos mais rentáveis e exclusivos para sua categoria. Exemplos são os fundos de investimento no exterior (FIE), debêntures, certificados recebíveis como CRI e CRA. Claro que esses investimentos também trazem mais riscos.

Por fim, outro benefício é que, exatamente pelo grande volume que têm em carteira, muitas instituições financeiras oferecem condições especiais, como taxas reduzidas ou cortadas e gestão especializada.