Entenda como os fundadores da Arezzo criaram a marca de R$ 6 bilhões

Marcus Vinicius Vicente
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução / Facebook - Anderson e Alexandre Birman, pai e filho, fundador e sucessor da Arezzo

Dois homens mergulharam de cabeça no universo de calçados femininos e, com muito trabalho, hoje têm em mãos a sapataria que é considerada a mais inovadora do mundo, e aquela com maior faturamento no Brasil.

O nome foi escolhido de forma aleatória. Ao buscar no mapa da Itália, a cidade escolhida foi Arezzo, na Toscana. Dessa forma inusitada, a marca foi fundada por Anderson em 1972, quando tinha 18 anos, e por seu irmão Jeferson, de 21, na cidade de Belo Horizonte.

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No começo, a empresa tinha uma integração vertical, ou seja, fazia tudo na produção: desde desenhos e moldes até a fabricação de calçados masculinos, vendidos para diversas marcas.

Após alguns anos, o foco voltou-se para os sapatos femininos, e com a China invadindo o mercado com produtos muito baratos, tiveram que terceirizar a produção em 200 fábricas, e assim investir seu lucro na abertura de novas lojas.

Uma das estratégias para se destacar foi lançar inúmeras coleções por ano e, assim, estimular os clientes a visitarem as lojas com mais frequência.

Enquanto a Arezzo crescia, abrindo franquias em diversas regiões do País e tornando-se uma das maiores varejistas de calçados femininos, com produtos custando entre RS 100 e R$ 250, Alexandre (filho de Anderson) criou aos 19 anos sua própria marca de calçados, a Schutz.

Ele decidiu investir em um nicho mais seleto e sofisticado, com sapatos em torno de R$ 300, e exportando metade da sua produção para grandes boutiques internacionais.

Porém, os anos se passaram e, em 2007, pai e filho finalmente se reuniram. Isso aconteceu quando o fundo de investimento Tarpon comprou 25% das ações da Arezzo, com o objetivo de leva-la à bolsa.

Agora tratava-se de uma companhia, a Arezzo&Co, onde tanto a Arezzo como a Schutz tinham mais chances competitivas no mercado.

Parceria com a Vans

Desde que abriu seu capital na Bolsa, em 2011, a Arezzo é conhecida no mercado por seu crescimento sólido, mas sem agressividade ou grandes mudanças em sua estratégia de negócio.

Quando a empresa anunciou, no início de outubro desse ano, que seria a distribuidora exclusiva da marca americana Vans no Brasil, surpreendeu o mercado.

Pela primeira vez a Arezzo licencia uma marca e escolhe uma marca com maior aderência no público masculino, enquanto todas as outras do grupo estão no segmento feminino.

Para falar sobre essa mudança e entender seus 47 anos de história, o podcast Do Zero ao Topo dessa semana entrevistou o fundador da empresa, Anderson Birman, e seu filho e atual CEO, Alexandre Birman.

“A parceria com a Vans veio para mostrarmos ao mercado que a Arezzo é hoje uma gestora de marcas, tanto de marcas desenvolvidas internamente quanto de marcas nas quais vemos grande potencial”, disse Alexandre.

Segundo ele, uma equipe de aproximadamente 25 pessoas está trabalhando para integrar a base de dados da Vans com a da Arezzo. Ele afirmou ainda que a marca tem grande potencial para abrir novas lojas.

Sobre o do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo traz, a cada semana, um empresário de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias utilizadas na construção do negócio.

Um novo episódio vai ao ar toda quarta-feira a partir das 18h. É possível seguir e escutar o programa pelo Apple Podcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Google Podcast, Castbox e demais agregadores de podcast.

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