Entenda as estratégias da Coca-Cola (COCA34), BDR disponível na B3

Ana Paula Schuster
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Coca-cola COCA34

A Coca-Cola (COCA34) é uma das maiores e mais conhecidas empresas em todo o mundo. Mas, apesar de possuir um grande patrimônio, sofreu graves quedas em vendas e lucro com a pandemia de coronavírus.

Com as vendas reduzidas, a companhia precisou adotar novas estratégias. Entre elas, a redução de seu portfólio, bem como investimentos e campanhas em aplicativos de entrega.

Entenda qual o cenário dos investidores da empresa e seus resultados. Além disso, conheça mais sobre a história e a origem da marca.

Conheça a Coca-Cola

A Coca-Cola é uma multinacional que fabrica e vende bebidas. O seu produto mais conhecido é o refrigerante que leva o nome da marca. Além disso, mais de 600 outros itens são comercializados pela empresa.

Com sede nos Estados Unidos, ela está presente em mais de 200 países, entre eles, o Brasil.

A ação da empresa é uma das mais procuradas pelos investidores, devido aos bons resultados alcançados. No Brasil, é possível investir na Coca-Cola via BDRs – Brazilian Depositary Receipts, negociados na B3 sob o código COCA34.

Marcas

As principais marcas fabricadas pela Coca-Cola são:

  • Aquarius;
  • Burn;
  • Coca-cola;
  • Charrua;
  • Crystal;
  • Del Valle;
  • Diet Matte Leão;
  • Schweppes;
  • Fanta;
  • Guaraná Jesus;
  • Guarapan;
  • Ice Tea Leão;
  • Kapo;
  • Kuat;
  • Matte Leão;
  • Minute Maid;
  • Powerade;
  • Simba;
  • Sprite;
  • Tai.

Devido ao seu vasto portfólio, a empresa garante vendas em todo o mundo. Então, de refrigerantes a chás, possui produtos que atendem à demanda de um público diverso.

Valorização das ações da Coca-Cola (COCA34)

As ações da Coca-Cola (COCA34) não começaram bem em 2021. Aliás, dados registram uma queda de quase 7%. Isso se dá pela pandemia que impactou de forma direta nas vendas do produto.

Em fevereiro, a empresa anunciou que faria o desdobramento de seus BDRs no Brasil. Assim, cada ação corresponderia a seis papéis. O desdobramento é uma ação adotada para baratear o custo de cada papel individualmente, a fim de atingir um universo maior de investidores. Mas sem qualquer prejuízo para quem já é detentor do ativo.

Em março, a marca foi patrocinadora de um dos maiores torneios esportivos dos Estados Unidos, o NCAA. Dessa forma, seus comerciais e propagandas voltaram para a televisão, atraindo novamente o público e impactando as vendas – logo, atraindo mais investidores.

A consultoria britânica Brand Finance classifica a Coca-Cola como a marca e empresa mais forte dos Estados Unidos, apesar dos altos e baixos ao longo longo de uma longa história. Sendo assim, ela segue desbancando Disney, Apple e Amazon, só para citar outras bastante conhecidas e valiosas.

O valor da ação em 20 de março de 2020 era de R$ 32,58 já na mesma data porém nesse ano, elas custam R$ 46,28, logo um crescimento de 42,05%.

Desempenho no último balanço da Coca-Cola (COCA34)

Segundo o balanço apresentado em fevereiro, a Coca-Cola (COCA34) teve um lucro líquido US$ 1,46 bilhões no quatro trimestre de 2020. Mesmo sendo um valor alto, isso representa uma queda de 29% na comparação com os mais de US$ 2,04 na mesma época de 2019.

As ações tiveram um ganho de R$ 2,64, superando o previsto de R$ 2,36. Além disso, a empresa ainda teve uma perda de 5% em sua receita.

Com a divulgação do balanço e seus resultados financeiros, a ação da empresa teve um ganho de 2,01% no mercado estadunidense.

Em Wall Street, as ações da empresa tiveram recomendação elevada, com indicação de que os papéis tenham desempenho melhor do que o retorno do mercado neste ano.

Desempenho da Coca-Cola (COCA34) durante a pandemia

Coca-Cola (COCA34) é conhecida por ser boa pagadora de dividendos. Aliás, ela manteve, mesmo durante a pandemia, uma distribuição crescente de proventos, que vem sendo registrada já há 58 anos.

Segundo o relatório Brand Footprint, feito pela Kantar, a Coca foi o refrigerante mais consumido em 2020, isto pelo oitavo ano consecutivo. Isto mostra a representatividade e força da marca.

Mas, devido ao fechamento de muitos bares e restaurantes, a empresa precisou ampliar sua estratégia. Segundo dados, pelo menos 50% do consumo dos produtos da empresa aconteciam, até a pandemia, fora de casa. Ou seja, com o fechamento de muitos estabelecimentos, houve uma queda considerável em suas vendas.

No final de 2020, a empresa parou de produzir mais de 200 marcas. Por exemplo, a Tab, água de coco Zico e sucos Odwalla.

A estratégia dessa redução foi oferecer resultados melhores. Assim, ela focou em seus rótulos prioritários, como a própria Coca, a água saborizada AHA e o alcoólico Topo Chico.

James Quincey, CEO da marca, afirmou que este corte foi uma das principais estratégias de crescimento. Dessa forma, a empresa consegue liberar mais recursos para as bebidas que estão tendo melhor retorno.

Incremento das vendas online

Para suprir o prejuízo com a pandemia, a multinacional focou também nos canais de vendas online. Bem como em campanhas em aplicativos como o Ifood. Assim, descontos, promoções e selos de fidelidade foram utilizados.

No Brasil, a companhia lançou uma iniciativa que ajuda e beneficia microempreendedores com crédito. Também ofereceu uma ação de incentivo direta para empreendedores negros.

Em 2021, a empresa visa manter a redução de portfólio e focar nos produtos com mais saída.

Origem e história da Coca-Cola (COCA34)

A história da Coca-Cola começa em 1886, em Atlanta, nos Estados Unidos. Um farmacêutico criou um xarope contra má digestão à base de folhas de coca, cafeína e água. Assim, em 8 de maio, John S. Permberton deu origem à fórmula da bebida.

A comercialização do xarope acontecia na própria farmácia, onde Permberton misturava o produto com água com gás. Os clientes aprovaram a fórmula e passaram a demandar mais do produto.

O nome e o logotipo “Coca-Cola” são atribuídos a Frank Robinson, gerente da Pemberton Chemical Company. Assim surgiu a The Coca-Cola Company.

O que é preciso fazer para investir na Coca-Cola (COCA34)?

Até outubro de 2020, os BDRs eram restritos a instituições financeiras e pessoas com mais de R$ 1 milhão em investimentos – os chamados investidores qualificados. Agora, estão acessíveis a qualquer pessoa física.

Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior, e terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

Para adquirir BDRs, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).