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Entenda a crise dos combustíveis

Entenda a crise dos combustíveis
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Em texto publicado dias atrás, falei sobre como as grandes crises podem gerar excelentes oportunidades para se ganhar dinheiro. Lembro de ter citado a visão de Albert Einstein sobre momentos  como este. E ele novamente nos ajudará a entender a atual crise dos combustíveis.

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Entrar no “terreiro” político é algo que não gosto, mas seria impossível colocar meu ponto de vista a respeito da atual crise dos combustíveis, sem lembrar do que foi feito pelo governo anterior diante de situação muito semelhante.

Chegaremos lá.

Alta agressiva

A premissa inicial a respeito da crise dos combustíveis: O Valor do barril de petróleo atingiu recentemente os US$ 75. Esta marca não era superada desde o final de 2014, tempos do governo Dilma.

Em menos de um ano, o barril de petróleo acumula alta superior a 50%.

Preço do barril de petróleo desde 2017 chartbuilder - Entenda a crise dos combustíveis

Em parte, a explicação desta alta se explica pelas tensões políticas e econômicas causadas pelo boquirroto presidente americano Donald Trump.

A lógica econômica indica que países e empresas mundo afora tenham receio de que no curto prazo haja menos petróleo disponível. Daí a volatilidade da commodity mais comercializada do mundo.

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O que explica a volatilidade?

Ocorre que apesar de ser produzido em larga escala, a produção de petróleo é feita por um número pequeno de países, porém, consumida por todos.

Logo, qualquer tensão política com um destes exportadores, tem efeito imediato no mercado. Atualmente temos dois exemplos muito claros: A interminável crise na Venezuela e a saída dos EUA do acordo nuclear firmado com o Irã, nos tempos de Barack Obama.

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Temos ainda o dólar, que já acumula alta de 11% em 2018. Quando somamos todas essas premissas, fica mais fácil entender o que está acontecendo nas bombas dos postos de combustíveis.

Cereja do bolo

Para completar o quadro trágico, estamos a poucos meses de uma eleição presidencial e no Brasil, eleição e populismo andam tão colados, que deviam fazer parte daquela música do Claudinho & Buchecha.

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Em 2014, a ex-presidente Dilma Rousseff, preocupada com a ameaça de não-reeleição, decidiu não repassar aos consumidores o aumento iminente do barril de petróleo e da energia elétrica. A razão é bastante óbvia: Aumentar preços às vésperas de uma eleição é suicídio eleitoral.

Acontece que ao fazer isso, Dilma sangrou (ainda mais) os cofres de duas das maiores empresas do país: Petrobras e Eletrobras.

O “canetaço“ da ex-presidente funcionou, mas apenas para ela. Como era de se esperar, ambas empresas acumularam prejuízos babilônicos nos meses que seguiram ao não repassar o aumento do barril de petróleo ao consumidor.

Capturar - Entenda a crise dos combustíveis

Agora, Michel Temer resolve beber da mesma “água” ao bancar uma redução temporária no preço do diesel. E os motivos, como você já deve supor, são os mesmos: O populismo e as eleições.

Se eu gosto de pagar quase R$4,00 no preço da gasolina? Evidente que não.

Mas, às vezes, precisamos pensar fora da caixa e enfrentar o problema, ao invés de tentar varrê-lo para debaixo do tapete até outubro chegar.

Mais uma vez, a irresponsabilidade do governo gerará um novo prejuízo aos nossos cofres, e a conta (como sempre) será paga pela sociedade.

Tenha uma coisa em mente: O governo brasileiro não tem qualquer ingerência sobre a cotação do dólar ou do petróleo e não cabe a ele “maquiar” os preços artificialmente para atender os anseios da população.

Portanto, antes de confirmar seu voto em outubro, lembre-se da frase atribuída a Einstein:

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”

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