Enjoei (ENJU3) registra queda de 7,41% na bolsa em dia de estreia

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: ENJOEI IPO

As ações da plataforma intermediação Enjoei (ENJU3) estrearam na Bolsa de Valores em queda nesta segunda-feira (09). O papel tem perdas desde o início do pregão, aos R$ 9,83. Às 16h35, o valor está cotado a R$ 9,49, com recuo de 7,41%. Em contrapartida, o Ibovespa registra alta de 2,60% aos 103.544,50 pontos.

Perto de 12h15, estava cotado a R$ 9,55, com recuo de 6,93%, enquanto o Ibovespa registrava alta de 2,73%.

A empresa precificou sua ação em R$ 10,25 no âmbito da oferta pública de ações. O valor ficou no piso da faixa indicativa de preço, que ia de R$ 10,25 a R$ 13,75.

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A oferta da Enjoei movimentou R$ 1,13 bilhão. Deste total, R$ 618,8 milhões irão para o caixa da empresa e R$ 515,88 milhões para os acionistas vendedores. A oferta foi coordenada por BTG, Bradesco BBI, J.P. Morgan, XP Investimentos e UBS.

De acordo com o prospecto, a companhia vai investir em expansão, em políticas comerciais com foco em melhoria de conversão e recorrência, na expansão do time para desenvolvimento do produto e em soluções fintech.

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Sobre a empresa

Em 2009, o casal carioca Ana Luiza McLaren e Tiê Lima queria começar a vender roupas e acessórios usados próprios e de amigos na internet. O formato de brechó virtual começou como um blog descontraído em São Paulo, com linguagem bem humorada. Assim, em questão de meses o blog virou site e o site virou negócio.

O casal uniu sua expertise no mundo digital (Ana é publicitária e era gerente de vendas do Google e Tiê trabalhava com projetos digitais) para fazer daquela ideia uma empresa sólida.

Ano a ano as vendas foram aumentando e, em 2012, o Enjoei virou um marketplace. Ali, cada pessoa poderia criar seu perfil, vender seus artigos pessoais e lucrar com a venda dos itens.

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Em 2013, o negócio recebeu um aporte do fundo brasileiro Monashees e em 2014 do americano Bessemer Venture Partners. Em 2017, lançou uma versão do negócio na Argentina, o Ya Fué.

Ao longo de uma década o negócio amadureceu, consolidou-se, e hoje agrega também móveis, artigos para casa, entre outros itens. Assim, hoje o Enjoei se apresenta como uma “plataforma que conecta pessoas e produtos de moda e lifestyle” visando “estabelecer um novo hábito de comportamento e consumo”.

Assim, com um negócio focado 100% no on-line, os usuários usam a plataforma da Enjoei como uma verdadeira loja para vender seus pertences, com soluções de oferta, entrega e pagamento.

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Alguns números da empresa:

23 milhões de visitas por mês nos últimos 12 meses (até 30 de junho);

O site tem 1,9 milhão de vendedores e mais de 1,5 milhão de compradores desde o lançamento;

Já foram cadastrados mais de 30 milhões de produtos, com mais de 85 mil marcas;

Só no mês de junho de 2020 cerca de 350 mil itens foram colocados à venda na plataforma por semana.

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Modelo de negócio do Enjoei

O modelo de negócios do Enjoei se dá pela intermediação das vendas que ocorrem através da plataforma. Mas há ainda outros serviços correlatos à intermediação.

A comissão da plataforma cobre os serviços de intermediação, meios de pagamento, segurança e demais custos da plataforma. Assim, a cada transação realizada, o Enjoei cobra dos vendedores uma tarifa fixa (de R$1,90 a R$ 13 por faixa de valor de produto até R$ 1.500, e grátis para produtos com valor superior a R$ 1.500) e uma comissão dos vendedores de: 18,5% para produtos com valor inferior ou igual a R$ 100; ou 20% para produtos com valor superior a R$ 100.

Mas há outros serviços como o enjuPRO. Ele só é oferecido em São Paulo, e tem como benefício o próprio Enjoei coletar os itens (com taxas extras).

Outras receitas e serviços incluem: serviço de prevenção a fraudes, coparticipação no frete, envio protegido e enjuBank (carteira digital).

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Estratégias de crescimento

Os recursos da oferta serão destinados a: expansão da marca e base de usuários (30%), soluções fintech (25%), expansão do time para desenvolvimento de produto (25%) e investimento em políticas comerciais (20%).

O Enjoei tem como prioridade a expansão da base de clientes. Mas para expandir com eficiência e em alta escala, a empresa diz que tem se preparado ao longo dos últimos anos para que o modelo de retenção funcione de maneira sólida.

Outro ponto é que, para ampliar e sustentar a eficiência de crescimento, é necessário que o Enjoei tenha cada vez mais sortimentos para acelerar a recorrência e a frequência dos usuários.

Para expandir o alcance do Enjoei a empresa quer aumentar o modelo de trade-in (troca de roupas usadas por descontos em lojas), expandir a atuação do enjuPRO (hoje está só em SP, mas a empresa quer expandir nacionalmente), expandir a participação de categorias (ter mais moda infantil e masculina e também itens de casa e decoração) e expandir o modelo de negócios (a proposta é ser B2B2C, vendendo itens não utilizados por marcas que fazem parceria, permitindo que tais marcas vendam novas coleções, coleções passadas e itens em oferta).

Por fim, estão nos planos do Enjoei ampliar os serviços logísticos e investir em tecnologia artificial.

 

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