Engie (EGIE3) nega ter recebido intimação sobre suspensão de projeto

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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A Engie (EGIE3) diz que não foi intimada pela Justiça do PR sobre possível liminar que suspendeu projeto de linhas de transmissão Gralha Azul.

A empresa respondeu questionamento da B3 sobre reportagem na semana passada do Valor Econômico.

A matéria, sob o título “Projeto da Engie no PR é suspenso na Justiça”, diz que o projeto Gralha Azul, com investimentos de R$ 2 bilhões, foi paralisado por uma liminar concedida pela Justiça do Paraná.

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Impacto ambiental

A ação civil pública foi movida por ONGs que questionam a validade dos estudos de impacto ambiental das linhas que passariam por áreas protegidas.

“Até o momento a companhia não recebeu intimação sobre qualquer decisão liminar, de modo que não consegue confirmar sua existência ou comentar a respeito do seu teor”, afirmou a Engie, emc comunicado.

“No entanto, a companhia tem ciência de Ação Civil Pública, em trâmite na 11ª Vara Federal de Curitiba, e que trata sobre o tema.”

1000 km de linhas

Após vencer leilão de transmissão, a Gralha Azul Transmissão de Energia, subsidiária indireta da companhia e responsável pelo projeto, firmou, em 8 de março de 2018, contrato de concessão para implantação e operação do Sistema de Transmissão Gralha Azul.

Esse sistema, detalhou a Engie, percorrerá 27 municípios.

É composto por aproximadamente 1000 km de linhas e 10 subestações, subdivididos entre 10 linhas de transmissão (525/230 kV).

“São 5 seccionamentos de linhas existentes em 230 kV; 5 subestações novas; e 5 subestações a serem ampliadas agrupados em 7 grupos de licenciamentos distintos”, diz a Engie.

“Estão de acordo com suas características técnicas, geográficas e ambientais conforme determinação do órgão ambiental competente.”

Requisitos

Sobre a ação pública a empresa responde: “Cabe ressaltar que o processo teve início há mais de 2 anos, seguiu estritamente todas as normas técnicas e legais aplicáveis, e foi conduzido de forma transparente pelo órgão ambiental competente -Instituto de Água e Terra (IAT) do Paraná.”

A companhia diz ainda que “foram realizadas diversas vistorias aéreas e terrestres, audiências públicas e reuniões técnicas, e contou com a anuência de diversos órgãos intervenientes, como Funai, Fundação Cultural Palmares, IPHAN, CINDACTA –COMAER e Prefeituras Municipais, entre outros.”

E acrescenta: “O traçado do ST Gralha Azul foi exaustivamente estudado de forma a evitar ao máximo o impacto em áreas ambientalmente protegidas e preservadas. A definição locacional atendeu a uma série de requisitos técnicos, legais, ambientais, sociais e fundiários.”

Por conta desse processo de licenciamento, a Concessionária de Transmissão obteve todas as licenças ambientais aplicáveis, afirma a Engie.

“Ainda é relevante citar que a Concessionária de Transmissão tem realizado iniciativas voluntárias adicionais para minimizar a necessidade de supressão de vegetação, por meio de técnicas como a utilização de torres elevadas e o lançamento em larga escala de cabos por meio de drones.”

A Engie conclui: “Essas medidas, somadas, fazem com que a supressão da vegetação seja inferior a 4% da área diretamente afetada pelas linhas de transmissão do projeto. O uso dos drones, por si só, já permitiu a redução de aproximadamente 50% da necessidade de supressão de vegetação.”

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