Petrobras (PETR4) vende fatia da TAG para a Engie (EGIE3) e CDPQ por R$ 1 bi

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação / Engie

A Engie (EGIE3) assinou nesta segunda-feira (20) em conjunto com a GDF International, e o funco canadense Caisse de dépôt et placement du Québec, a compra de 10% da Transportadora Associada de Gás (TAG), que a Petrobras ainda detinha.

A aquisição da participação foi realizada de maneira proporcional à participação das empresas na TAG.

A Engie ficou com 3,25%; a GDF International com 3,25%); e Caisse de dépôt et placement du Québec com 3,5%.

Com isso, a Petrobras deixa de integrar o quadro de acionistas da TAG.

Já a participação acionária total detida pelos compradores na TAG passa a ser representada de Engie (32,5%), GDF (32,5%) e Caisse de dépot (35%).

O preço de aquisição da fatia da Petrobras na TAG foi de R$ 1,006 bilhão, pagos pelos compradores nesta data.

A Engie desembolsou o valor de R$ 327,1 milhões pelos 3,25% na fatia da TAG.

Petrobras: sobre a venda da TAG

A Petrobras (PETR4) informa que “celebrou contrato de compra e venda de ações, referente a sua participação remanescente de 10% na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), com o grupo formado pela Engie e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ).

“Considerando o desconto de R$ 110 milhões já recebidos em junho a título de dividendos e os demais ajustes previstos em contrato, a transação foi concluída pelo valor de R$ 1,0 bilhão”, explica a estatal.

“[Esse montante foi] integralmente quitado na data de hoje”, acrescenta a petroleira.

Dívida da TAG saiu de R$ 2 bi para R$ 23 bi em um ano

Em nota, a Petrobras adiciona: “Ao comparar o valor desta operação com o valor da alienação de 90% da TAG ocorrida em junho de 2019, é necessário considerar que a dívida da TAG aumentou de R$ 2 bilhões para R$ 23 bilhões”

A empresa prossegue, em nota: “Isso gerou um pagamento de R$ 2 bilhões em favor da Petrobras, já considerados no montante total divulgado no fechamento da venda da participação de 90%, conforme divulgado no resultado do terceiro trimestre de 2019.”

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Setor de gás

A estatal explica: “A presente transação representa mais um importante marco para a abertura do setor de gás natural no Brasil.”

“Com ela a Petrobras atende, com 18 meses de antecedência, a um dos compromissos assumidos no âmbito do Termo de Cessação de Conduta celebrado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em 08/07/2019.”

Sobre a TAG

A TAG é uma companhia que atua no setor de transporte de gás natural.

Detém atualmente autorizações de longo prazo para operar e administrar um sistema de gasodutos de cerca de 4,5 mil km de extensão, localizados principalmente nas regiões Norte e Nordeste

Tem capacidade instalada de 75 MMm3/d. O grupo formado pela ENGIE e pelo CDPQ já detinha 90% de participação na TAG, adquirida da Petrobras em junho de 2019.

Cemig (CMIG4): interesse em prorrogar concessões

A Cemig (CMIG4) protocolou nesta sexta-feira (17) seu interesse pela prorrogação das concessões das usinas hidrelétricas Emborcação e Nova Ponte.

O término dessas concessões ocorre em 23 de julho de 2025.

A Cemig é detentora das concessões da UHE Emborcação, no rio Paranaíba, com potência instalada de 1.192 MW, e UHE Nova Ponte, no rio Araguari, com potência instalada de 510 MW.

A manifestação visa assegurar o direito da Cemig à eventual prorrogação dos contratos de concessão sob novas condições.

Qualquer decisão efetiva somente ocorrerá após a divulgação pelo MME e pela ANEEL das condições para a prorrogação.

Por fim, a Cemig ressalta que esta manifestação de interesse não suspenderá a análise de outras alternativas legais para prorrogação das concessões vincendas, em avaliação pela companhia.