Engie (EGIE3) tem queda de 58% no lucro do 2TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação Engie

A Engie (EGIE3) reportou queda de 58,4% no lucro líquido do segundo trimestre de 2021 (2TRI21) em relação ao mesmo período do ano anterior.

O indicador caiu de R$ 766 milhões (2TRI20) para R$ 319 milhões (2TRI21).

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O lucro veio abaixo do consenso do mercado, que previa R$ 588,5 milhões.

Segundo a empresa, o lucro líquido continuou a ser impactado negativamente principalmente pela atualização das concessões a pagar pelo IGP-M e pelos efeitos não recorrentes, totalizando R$ 319 milhões no trimestre (-58,4% vs 2T20) e R$ 848 milhões no semestre (-33,6% vs 1S20).

Excluindo-se os efeitos não recorrentes, o lucro líquido reduziu R$ 166 milhões (28,0%) entre os trimestres em comparação.

Engie (EGIE3): principais números do balanço do 2TRI21

Lucro líquido

  • Lucro 2TRI21: R$ 319 milhões
  • Lucro 2TRI20: R$ 766 milhões

Ebitda ajustado

  • Ebitda 2TRI21: R$ 1,532 bilhão
  • Ebitda 2TRI20: R$ 1,280 bilhão

Receita líquida

  • Receita 2TRI21: R$ 3,133 bilhões
  • Receita 2TRI20: R$ 2,687 bilhões

Ebitda avança 19%

O Ebitda ajustado da Engie (EGIE3) foi de R$ 1,532 bilhão no 2TRI21, valor 19,7% maior do que o R$ 1,280 bilhão do 2TRI20.

Segundo a empresa, a variação foi consequência da combinação dos seguintes efeitos positivos: (i) R$ 138 milhões oriundos do segmento de transmissão de energia; (ii) R$ 57 milhões (63,3%) decorrentes da variação dos resultados de participação societária na TAG; (iii) R$ 55 milhões (4,7%) no segmento de geração e venda de energia elétrica do portfólio da Companhia; e (iv) R$ 2 milhões oriundos do segmento de trading.

A margem Ebitda ajustada consolidada apresentou redução de 0,2p.p., passando de 49,1% no 2T20 para 48,9% no 2T21.

Receita da Engie (EGIE3) cresce 16%

A receita operacional líquida da Engie (EGIE3) atingiu R$ 3.133 bilhões no 2T21, 16,6% (R$ 446milhões) acima do montante apurado no 2T20.

As receitas decorrentes da implantação dos sistemas de transmissão cresceram R$ 342 milhões (+79%) no período —em decorrência do avanço das obras, representando 25% das receitas consolidadas e 10% do Ebitda ajustado.

Reajustes nos contratos e recorde de geração eólica

A aceleração da inflação, que impacta a correção das concessões, está influenciando positivamente o preço médio de venda de energia.

“Já estamos implementando reajustes nos contratos, mitigando a perda e impulsionando a receita. O preço médio de venda subiu 4,9% no 2T21, agregando R$ 77 milhões ao resultado, mesmo considerando os efeitos das novas contratações de consumidores livres, com preços inferiores à média dos contratos vigentes ou finalizados”, disse a empresa no balanço.

A quantidade de energia vendida no 2T21, sem considerar as operações de trading, foi de 8.856GWh (4.055 MW médios), volume 0,4% inferior ao comercializado no 2T20.

A Engie atingiu, em 22 de julho, seu recorde histórico de geração eólica (média de cinco minutos), com um total de1.105,19MW, o que representa um fator de capacidade de 89,2%.

Engie pagará R$ 800 milhões em dividendos

A Engie (EGIE3) comunicou também nesta quinta-feira (05) a distribuição de dividendos intercalares de R$ 789.517.909,13. Ou seja, R$ 0,9676321449 por ação.

As ações da companhia serão negociadas ex-dividendos intercalares a partir de 17 de agosto de 2021.

Os dividendos intercalares serão pagos posteriormente, conforme definido pela Diretoria Executiva, e comunicado por meio de aviso aos acionistas.

Os referidos dividendos equivalem a 100% do lucro líquido ajustado no primeiro semestre de 2021.

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