Energisa (ENGI11): consumo total de energia sobe 1,2% em agosto

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Wikipedia

A Energisa (ENGI11) informou nesta sexta (25) que o consumo consolidado de energia elétrica, cativo e livre (2.936,8GWh), nas áreas de concessão do Grupo apontou crescimento de 1,2% agosto, em comparação ao mesmo mês em 2019.

Considerando o fornecimento não-faturado, o crescimento no mês foi de 4,6%, diz a Energisa.

“Apesar no número de casos de contaminação por coronavírus ainda elevado, a perda de intensidade permitiu a continuidade do processo de retomada das atividades em diversas cidades, contribuindo para o aumento no consumo de energia em algumas localidades”, explica a empresa.

Entre as distribuidoras, seis avançaram nas vendas de energia em relação ao ano anterior, motivadas pelas classes residencial, rural e industrial.

O consumo da classe residencial cresceu 6,7% (67,9GWh), com todas as concessões registrando aumento.

Energisa: cresce consumo rural e na indústria

A classe rural avançou 9,2% (29,8GWh), resultado puxado pelas concessões: EMT +8,1% (11,5 GWh), consumo fortalecido pelas atividades em torno da produção de soja e milho; EMG+29,5% (4,6GWh), desempenho favorecido pelo aumento na safra de café; ETO +14,3% (3,4GWh), com destaque para os produtores de soja, ovos e aves; e EMS +6,7% (3,2GWh), consumo também impulsionado por clientes ligados ao cultivo de soja e milho.

A classe industrial cresceu 3,8% (23,6GWh), alavancada pelas concessões da região Centro-Oeste: EMT+6,9% (12,6GWh) e EMS +9,3% (9,8GWh), performance fomentada pela produção do setor alimentício e de minerais não metálicos; seguidas pela ETO + 20,6% (5,3GWh), favorecida pela indústria de cimento; e ERO + 8,1(3,1 GWh), devido â retomada das indústrias locais, como setor de bens de consumo.

A classe comercial segue bastante impactada pela pandemia, registrando no mês queda de 11,0% (62,2 GWh), tendo suas maiores baixas ocorridas nas regiões Centro-Oeste e Nordeste.

Consumo nos oito meses de 2020

O consumo de energia elétrica no mercado cativo e livre (23.433,7 GWh) do Grupo Energisa apresentou, nos primeiros oito meses de 2020, queda de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas de energia continuam afetadas pelas restrições derivadas da pandemia.

No acumulado, a classe comercial registrou a maior queda no período (-9,9%ou 471,1GWh), seguida pela classe de outros clientes (-5,5% ou 173,4 GWh) e industrial (-2,8 ou 134,8 GWh).

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