Eneva (ENEV3) encerra as tratativas de fusão com a AES Tietê (TIET11)

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O Conselho de Administração da Eneva (ENEV3) decidiu nesta terça-feira (21) finalizar as tratativas da proposta de fusão com a AES Tietê (TIET11).

Isso porque a AES Holdings Brasil, veículo de investimento da The AES Corporation não reconhecerá o direto de voto dos acionistas titulares de ações preferenciais em assembleia para deliberação da proposta da Eneva.

A Eneva ressalta que essa decisão da AES Tietê descumpre o estatuto social da companhia paulista e do Regulamento de Listagem do Nível 2 de Governança Corporativa da B3.

Sendo assim, a Eneva entende que não deve seguir com a operação, nesse momento, em meio a um provável embate acerca dos direitos dos acionistas titulares de ações preferenciais da AES Tietê e os interesses do acionista controlador daquela companhia.

Rejeição

O Conselho de Administração da AES Tietê (TIET11) neste domingo (19) decidiu, por unanimidade, rejeitar a proposta hostil (ou não solicitada) da Eneva (ENEV3).

Segundo a Tietê, a operação foi rejeitada por não atender ao melhor interesse da companhia e do conjunto de seus acionistas, tendo em vista, principalmente, a incompatibilidade existente entre os negócios, a subavaliação da companhia, elevado nível de endividamento da nova empresa após a fusão e o cenário de incertezas derivado da pandemia.

A Eneva enviou nesta terça-feira, uma carta à AES Tietê, na qual refuta todos os motivos elencados pelo Conselho de Administração da AES Tietê para rejeitar a combinação de negócios proposta pela companhia em 1º de março de 2020.

BNDES

O BNDESPar, braço de investimentos do BNDES, na condição de acionista minoritária com 28,3% do capital da AES Tietê, solicitou que a companhia convoque uma assembleia para que os acionistas deliberem sobre a oferta da Eneva.

O banco ainda frisou que cabe aos acionistas a avaliação da oferta e não à administração.

Segundo reportagem do Valor, a AES Brasil disse que depois de consultar especialistas em direito brasileiro, está claro que a combinação de negócios proposta não pode ser implementada sem a aprovação da maioria dos titulares de ações ordinárias da companhia paulista.

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A controladora reforçou que se a legislação permitisse que os titulares de ações preferenciais aprovassem uma transação dessa natureza sem o consentimento dos titulares de ações ordinárias, “tal previsão representaria uma completa inversão da estrutura societária das companhias brasileiras”.

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