Endividamento de países emergentes liga alerta no Banco Mundial

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / AFP

O Banco Mundial afirmou nesta quinta-feira (19) que uma onda de endividamento nos países emergentes e em desenvolvimento cresceu mais rapidamente e de maneira mais significativa do que em qualquer outro período dos últimos 50 anos. O alerta é que tal movimentação pode causar outra crise.

A preocupação do Banco é que as consequências desse endividamento podem ser ainda mais prejudiciais, já que atingiria empresas privadas e governos, em um momento de lento crescimento econômico. A conclusão é de um relatório que analisa as quatro principais explosões de endividamento em mais de 100 países entre 1970 e 2018.

Em comunicado, o presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse que “o tamanho, a velocidade e a amplitude da última onda de endividamento devem preocupar todos nós; e claramente, é hora de corrigir a trajetória”.

Explosão da dívida

Não é de agora que Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI) alertam sobre a crescente dívida mundial. Entretanto, o último relatório é ainda mais duro e insistente sobre a necessidade de que os governos tomem atitude para evitar uma crise.

Segundo o FMI, a dívida global chegou a incríveis 188 trilhões de dólares no final de 2018, o equivalente a quase 230% da economia mundial: o crescimento é “maior, mais rápido e mais amplo” nos emergentes nos últimos 50 anos.

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A dívida até chegou a cair, após a crise endêmica de 2008. Mas logo a seguir, nesses países, ela alcançou seu máximo histórico de 170% do PIB, ou quase 55 trilhões de dólares em apenas oito anos desde 2010, aproveitando juros muito baixos.

China

O problema se deve muito à China. O mastodonte asiático superou os 20 trilhões de dólares. Por outro lado, na mesma balança, Pequim também se tornou um importante credor para países de receitas mais baixas.

O relatório indica que a atual onda de endividamento “poderá seguir o padrão histórico e provocar crises financeiras nessas economias”, sobretudo, se as taxas de juros atingirem seu máximo, ou se houver um repentino choque mundial.

Uma melhor gestão da dívida, uma arrecadação fiscal mais eficaz, taxas de câmbio flexíveis e regras fiscais mais estritas podem ajudar a evitar uma crise, ou a diminuir seu impacto, se isso acontecer.

As informações são da AFP e IstoÉ Dinheiro.


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