EDP (ENBR3): lucro cai 8,5% no 1TRI, para R$ 271 milhões; Ebitda recua 1%

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.

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A EDP (ENBR3) reportou um lucro líquido de R$ 271 milhões no primeiro trimestre de 2020, o que representa uma diminuição de 8,5% em comparação com mesmo período de 2019.

O lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 698,5 milhões, retração de 1%.

A margem Ebtida atingiu 15,6%, mantendo-se em estável em relação ao mesmo período de 2019.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 100,7 milhões, uma redução de 4,1% sobre as perdas do primeiro trimestre de 2019.

A companhia explica que o resultado foi influenciado pelos empréstimos e debêntures atrelados ao CDI.

Receita avança 9,5%, para R$ 3,6 bilhões

A receita líquida totalizou R$ 3,279 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 14,7%.

A margem bruta atingiu R$ 1,060 bilhão, incremento de 3,7%.

Segundo a EDP, o desempenho foi puxado pelo aumento no setor de transmissão, decorrente da evolução das obras; Pecém: aumento de 42,4%, devido a regularização do saldo de adomp, maior eficiência em relação à estratégia de compra de carvão e do reajuste da receita fixa anual,ocorrido em novembro.

Distribuição: aumento de 4,1%, decorrente do efeito tarifário na EDP ES, além de efeitos de contratos bilaterais e ressarcimentos; Hídrica: redução de 31,7%, decorrente da menor alocação de energia no período, reflexo da estratégia de sazonalização que alocou mais energia no segundo semestre.

Além disso, a menor energia secundária do período, quando comparado com o período anterior, e a maior volatilidade entre os meses, em especial janeiro, contribuíram para a redução do resultado.

Os gastos gerenciáveis totalizaram R$ 847,3 milhões no período, o que representa uma queda de 6,9%.

Enquanto os não gerenciáveis somaram R$ 2,215 bilhões no primeiro trimestre, alta de 20,7% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

Investimentos

Os investimentos da EDP no período somaram R$ 351,2 milhões no período, uma redução de 23,3%.

A companhia explica que a redução do CAPEX no período foi motivada pela necessidade de preservação de caixa diante das incertezas derivadas da pandemia de coronavírus.

Dívida aumenta 5,4%

A dívida líquida da EDP atingiu a cifra de R$ 5,857 bilhões no final de março, uma elevação de 5,4%.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebtida, ficou em 2,3 vezes no final do trimestre, alta de 0,5 p.p em comparação com mesmo período de 2019.

Veja os destaques do balanço: