Empresas relatam dificuldades com juros altos e restrições de financiamentos

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo
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Crédito: Reprodução / Getty Images / IStockphoto / Uol

A crise com a pandemia do novo coronavírus tem gerado dificuldades para empresários. Empresas em vários setores sentem os impactos, como a deterioração das linhas de crédito, alta de juros, reduções de prazos e limites de empréstimos no mercado, informou o site Broadcast.

Um dos que confirma isso é Peter Furukawa, presidente da Quero Quero, maior varejista do Rio Grande do Sul.  O executivo informou que conseguia recursos a uma taxa de CDI + 0,9% ao ano, antes da crise.

“O mercado subiu bastante o preço, e alguns bancos pararam de liberar caixa. Hhoje, essas mesmas linhas subiram para CDI + 3,5% ao ano”, explicou.

A situação também tem sido relatada pela Petz, que atua no setor de produtos e cuidados para animais de estimação. A empresa mantinha conversas preliminares com investidores para um IPO antes da crise. Todavia, teve que postergar os planos.

O diretor financeiro da companhia, Diogo Bassi, comentou que a empresa mudou o rumo da captação de recursos. No início do ano, era fácil obter financiamento com carência para início da amortização. Mas esse prazo foi reduzido, contou.

“Nós já tínhamos o caixa alto, mas buscamos aumentar. E isso está ligado também aos fornecedores”, explicou, referindo-se à necessidade de priorizar pagamentos a parceiros comerciais de pequeno e médio porte, que tem menos fôlego financeiro. Já com fornecedores de maior porte, a ordem é renegociar pagamentos.

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Contudo, o presidente da fabricante de notebooks, computadores e eletrônicos Positivo, Hélio Rotenberg, disse que conseguiu sua emissão secundária de ações (follow on) antes da pandemia de coronavírus.

“Queremos preservar o máximo de caixa. Temos que endurecer sem perder a ternura”, afirmou, concordando sobre a necessidade de renegociar pagamentos a fornecedores. “Para os pequenos, temos sido mais generosos, negociando com os grandes”.