Empresas aéreas revertem prejuízo no 2T21 com flexibilização da pandemia

Mitchel Diniz
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Freepik

No segundo trimestre do ano, vimos a flexibilização das regras de distanciamento social, com o avanço da vacinação no Brasil. Assim, o movimento impactou de forma positiva os resultados das empresas aéreas listadas em Bolsa. Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) voltaram a apresentar lucros no segundo trimestre. Apesar disso, não conseguiram reverter o prejuízo acumulado ao longo do ano. Desde o início da pandemia, as empresas aéreas têm sido afetadas por restrições a viagens e paralisação de voos.

Apesar do resultado positivo, o mercado levanta preocupações com os custos do setor, a maioria em dólar. Outro ponto de atenção é a capacidade das empresas em repassar aumentos para os clientes. Ou seja, a capacidade de repasse dos aumentos dos custos com uma demanda mais sensível a preço junto com uma elevada alavancagem das empresas.

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Azul: variação cambial contribuiu com resultado positivo

A Azul fechou o segundo trimestre de 2021 (2T21) com lucro de R$ 1,07 bilhão. Assim, reverteu o prejuízo de R$ 2,9 bilhões registrado um ano antes. No ano passado, o endurecimento das regras de distanciamento social e paralisação parcial do setor das aéreas afetaram duramente o balanço da companhia.

Porém, foi um ganho financeiro, com variação cambial, que ajudou a Azul sair do vermelho em seu resultado mais recente. A queda do dólar frente ao real entre abril e junho deste ano reduziu a dívida em moeda estrangeira da companhia.

A receita líquida da empresa foi de R$ 1,7 bilhão, quatro vezes mais que a do segundo trimestre do ano passado (R$ 401,6 milhões). Porém, ficou 35% menor que a do mesmo período em 2019 (R$ 2,6 bilhões).

“Apesar de uma forte deterioração em relação ao 2T19, a rápida recuperação da capacidade da Azul foi o principal destaque, com a capacidade doméstica em julho já superando os níveis de julho de 2019”, diz relatório do BTG Pactual (BPAC 11).

A Genial Investimentos destaca o aumento das vendas diárias da empresa. Por outro lado, alerta para a elevação dos custos da companhia com a retomada das atividades.

“As vendas diárias estão em patamares mais altos desde o início da pandemia e as tarifas do lazer e do corporativo também têm demonstrado evolução. Pelo lado dos custos, o preço do combustível pago aumentou 137% ao ano, em razão do aumento do barril de petróleo”, diz o relatório da casa.

Gol: lucro com operações da empresa continua negativo

Dentre as aéreas, a Gol teve seus resultados beneficiados pela variação do dólar, mas ainda se recupera do baque provocado pela pandemia. A empresa fechou o segundo trimestre com lucro de R$ 624 milhões ante um prejuízo de R$ 1,99 bilhão um ano atrás. Já a receita da empresa cresceu 187% e alcançou R$ 1 bilhão.

“Um trimestre tradicionalmente fraco se mostrou um período de retomada para o setor, que voltou a crescer em linha com a tendência de queda de casos de Covid-19, especialmente a partir de junho/21”, afirma a Gol.

O lucro com as operações da empresa em si (Ebit), no entanto, segue deficitário e ficou negativo em R$ 810,2 milhões de reais no período. Não fosse o ganho com variação cambial de R$ 1,5 bilhão, a Gol teria tido mais um prejuízo trimestral, de R$ 1,2 bilhão.

Para o segundo semestre, a Gol prevê um crescimento de 85% nas receitas comparando com o mesmo período do ano passado. A empresa acredita que a retomada operacional do segundo trimestre deve seguir em ritmo crescente à medida que a imunização da população se intensifica.

Os resultados da Gol no segundo trimestre vieram acima das expectativas do BTG Pactual. “Novas variantes de COVID continuam sendo o principal risco de curto prazo e a imunização da população continua sendo o principal catalisador das ações”, dizem os analistas do banco de investimentos.

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