Empresas aéreas norte-americanas precisam de US$ 50 bi para continuar operando

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Airlines For America (A4A), grupo que representa as principais companhias aéreas dos Estados Unidos, disse que o setor precisa de US$ 50 bilhões em doações e empréstimos para sobreviver à queda drástica na demanda de viagens causada pelo surto de coronavírus. O comunicado foi publicado nessa segunda-feira (16) e dá um cenário bem alarmista para as companhias.

Além dos US$ 50 bilhões desejados pela A4A, a entidade afirma também que os empresas de carga aérea precisam de US$ 8 bilhões em empréstimos.

“Esta é uma situação extremamente que está evoluindo rapidamente”, diz o comunicado. “A rápida disseminação do Covid-19, juntamente com as restrições impostas pelo governo e pelas empresas às viagens aéreas, estão tendo um impacto sem precedentes e debilitante nas companhias aéreas dos EUA”.

“As operadoras viram um declínio dramático na demanda, que está piorando a cada dia”, segue. “As companhias aéreas foram forçadas a tirar voos de sua programação e fazer cortes históricos de capacidade. Os cancelamentos estão aumentando e, para as transportadoras dos EUA, esses cancelamentos estão superando as novas reservas”.

Impacto econômico

“O impacto econômico nas companhias aéreas dos EUA, em seus funcionários, viajantes e no transporte de carga é impressionante. Essa crise atingiu um setor anteriormente robusto e saudável na velocidade da luz e continuamos preocupados que os impactos dessa crise continuem a piorar”, alerta a A4A.

O grupo acredita que as principais aéreas podem ficar sem dinheiro até o final do ano ou até antes, e que as empresas de cartão de crédito poderão começar a reter dinheiro das vendas.

As companhias estão buscando benefícios fiscais significativos. O comunicado alertou ainda que “uma proibição de viagens domésticas de 30 dias” poderia adicionar outros US$ 7 bilhões a US$ 10 bilhões em receitas perdidas.

“As transportadoras americanas precisam de assistência imediata, pois o atual ambiente econômico simplesmente não é sustentável”, diz a A4a.

“Isso é agravado pelo fato de que a crise não parece ter um fim à vista. Para combater essa queda econômica sem precedentes, a A4A está recomendando a seguinte combinação de programas para fornecer assistência imediata e de médio a longo prazo ao setor de transporte aéreo dos EUA e proteger seus funcionários: 1) subsídios; 2) empréstimos; e 3) benefícios fiscais”.

“Esse é um problema de hoje, não de amanhã. Requer ação urgente”, disse o presidente e CEO da A4A, Nicholas Calio.

Empregos nas empresas aéreas

As companhias aéreas dos EUA mantêm conversas contínuas com o governo, o Congresso e os sindicatos, em um esforço para obter assistência financeira, proteger e preservar os 750.000 empregos diretos.

Há a preocupação com os 10 milhões empregos indiretos no setor aéreo, número estimado e informado pela A4A. Isso inclui pilotos, comissários de bordo, mecânicos, agentes de portões, agentes de passagens, agentes de viagem, entregadores, carregadores, comissários de estacionamento etc.

“Nossos funcionários são verdadeiramente a espinha dorsal do setor de transporte aéreo dos EUA e nosso maior recurso, e as transportadoras dos EUA estão fazendo tudo ao seu alcance para proteger seus meios de subsistência”, encerra o comunicado.

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