Empresa do Rei do Bitcoin entra com pedido de recuperação judicial

regiane delfino medeiros
Colaborador do Torcedores

Crédito: Aaron Olson por Pixabay

No último dia 4 de novembro, o Grupo Bitcoin Banco (GBB) entrou com pedido de recuperação judicial.

A empresa foi fundada em 2016 por Cláudio Oliveira, mais conhecido como “Rei do Bitcoin”. Desde maio deste ano enfrenta diversos processos de clientes. Eles afirmam que não têm conseguido reaver os valores aplicados nas plataformas do banco.

Os clientes foram atraídos pela promessa de lucro fácil. Entre as empresas do Grupo, as duas corretoras de criptomoedas, NegocieCoins e a TeamBTC, asseguravam os altos ganhos. Para isso elas alternavam a posição entre si e ainda sustentavam a diferença de preço ao prover liquidez no mercado.

A oportunidade de alta rentabilidade foi um chamariz para investidores. Tanto para aqueles que tinham poucos recursos como para aqueles que aplicaram somas vultosas.

Golpe

O GBB, por sua vez, alega ter sido vítima de um golpe: problemas no sistema permitiram que alguns clientes fizessem saques duplicados. O resultado disso teria levado a empresa a assumir um prejuízo na ordem de 50 milhões de reais.

Dessa forma o banco decidiu suspender o saque de valores e congelar as contas dos clientes. Desde então, já são centenas de processos contra o GBB de pessoas lesadas.

Por esse motivo, na tentativa de contornar a situação, a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial.

O pedido foi apresentado na 1.ª Vara de Falências de Curitiba, onde fica a sede da empresa, na segunda-feira passada (4).

Dívida com clientes

Ao todo, as oito empresas que fazem parte do grupo devem juntas mais de R$ 23 milhões para 6.584 clientes.

Na solicitação entregue à Justiça de Curitiba, o grupo GBB pede a suspensão das ações que foram aplicadas contra ele.

“O que as autoras pretendem, ao ajuizar a presente medida, é justamente voltar a operar para fazer frente aos seus compromissos; retomar as transações, gerando receitas, sem que seus ativos sejam diariamente atacados em demandas pontuais, que inviabilizam a retorno das atividades”, diz o documento.

Se o pedido de recuperação for aceito, os investidores da criptomoeda poderão ficar mais seis meses sem conseguir sacar o dinheiro. Além disso, um administrador judicial deverá ser nomeado para reunir todos os credores lesados.

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Por fim,  se a recuperação judicial for aceita, o grupo GBB terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação.

Porém, caso a Justiça não aceite o plano de recuperação, o Grupo poderá ter sua falência decretada. Neste caso, os bens e demais valores das empresas do grupo serão apurados e vendidos para quitar os débitos junto aos credores.

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