Emissões de debêntures desaceleram no final de 2020; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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No final deste ano já é possível afirmar que o mercado doméstico de títulos de dívida perdeu o brilho dos últimos dois anos, voltando aos níveis pré-2018,  informou o jornal Valor.

Os fundos de crédito privado convivem com saques já há um ano e os bancos passaram a subscrever boa parte das emissões de debêntures. A crise também diminuiu o número de ofertas.

De acordo com dados da Anbima, em 2020 até setembro, as ofertas com esforços restritos de colocação totalizavam R$ 72,5 bilhões, ou 42,6% dos R$ 170 bilhões alcançados por essas operações em 2019. No período, foi realizada apenas uma oferta via Instrução CVM 400, no valor de R$ 948 milhões – em 2019, essas operações somaram R$ 14,7 bilhões.

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Cresce número de clientes de corretoras que compram BDRs

Com o acesso das pessoas físicas aos BDRs, que são os títulos de ações estrangeiras listados no Brasil, a demanda só tem crescido, com os brasileiros em busca de diversificação. Até há pouco tempo, esses papéis estavam disponíveis apenas para grandes investidores, com mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros, conforme informou o Estadão.

Nesse período, até o dia 5, o BDR da Alphabet, foi a campeã de procura, conforme dados da B3. Em seguida aparece o Mercado Livre. Depois, estão outras gigantes da tecnologia, como Apple, Tesla e Alibaba.

Para Campos Neto, vacina ‘mudará o jogo’ dos mercados

A aprovação de uma vacina contra a covid-19 “mudará o jogo” dos mercados, de acordo com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Para exemplificar, ele citou a forte alta de ontem, assim que foi divulgado que a vacina da Pfizer tem mais de 90% de sucesso na prevenção à doença. Com informações do Valor.

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Brasil vai ‘explodir’ sem votação de propostas, diz Maia

Em entrevista à CNN Brasil, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Brasil irá “explodir” no próximo ano caso não haja articulação para a votação de propostas no Legislativo, em mais uma cobrança para que o governo mobilize sua base e garanta a aprovação de matérias prioritárias para recuperação econômica.

“Quem tem interesse na pauta é o governo. O Brasil vai explodir em janeiro se as matérias não forem votadas. O dólar vai a R$ 7, a taxa de juros de longo prazo vai subir. Para um país que, hoje, no final do ano, vai ter 100% da sua riqueza em dívida”, disse.

Saída de Rodrigo Maia faz mercado temer retorno da CPMF

Instituições financeiras e entidades ligadas ao mercado acreditam que as investidas do ministro da Economia, Paulo Guedes, pela aprovação de um novo imposto sobre transações visam preparar o terreno para 2021, quando os deputados irão escolher o novo presidente da Câmara. Isso porque interlocutores do setor acreditam que, enquanto Rodrigo Maia (DEM-RJ) estiver no cargo, a proposta de uma “nova CPMF” não deve ser aprovada. No entanto, a preocupação é em relação ao sucessor de Maia.

Produtores de alumínio e aço esperam corte de tarifas em exportações

A vitória Joe Biden à Presidência dos EUA animou os produtores alumínio e aço, que são os dois itens brasileiros mais barrados pela gestão Donald Trump. Eles esperam uma mudança de rumos nas relações bilaterais com a chegada do democrata ao poder. A expectativa das duas indústrias é que as barreiras impostas por Trump sejam retiradas já no início do governo Biden. Com informações do jornal Estadão.

Essa previsão encontra eco junto a assessores e conselheiros do presidente eleito,

Conforme informação publicada pelo The Wall Street Journal, assessores e conselheiros confirmam que Biden estuda rever o aumento de tarifas determinado por Trump.

Exportadores de suínos terão que diversificar seus mercados

Segundo a consultoria de agronegócios do Itaú BBA, os exportadores brasileiros de carne suína precisam diversificar os clientes e, assim, reduzir a excessiva dependência da China. Isso porque em poucos anos a China retomará o nível de produção do período pré-peste suína africana, o que diminuirá a demanda de importação.

Ao que tudo indica, 2021 deverá ser o primeiro ano de avanço da produção chinesa após a crise sanitária, conforme informou o jornal Valor.

Período de testes do Pix foi um sucesso, diz Mello

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central (BC), João Manoel Pinho de Mello, afirmou que o período de testes do novo sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, foi um “sucesso estrondoso”. O Pix entrará em vigor no próximo dia 16 de novembro. A notícia é do Valor.

Leandro Vilain, diretor de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), disse que ficou surpreso que, ainda na primeira semana da fase restrita, aconteceram 57 mil transações somente na sexta-feira. “É um volume muito significativo para um ambiente de testes”, disse.

Pressão inflacionária atrapalha planos dos bancos centrais da AL

A inflação teve alta maior que o previsto no México e no Brasil diante da forte alta dos preços dos alimentos, o que desafia os planos de bancos centrais de estimular economias afetadas pelo coronavírus com juros baixos, conforme reportagem do Valor.

No México, os preços ao consumidor continuaram a subir acima da meta do BC em outubro, puxados por frutas e legumes, conforme indicadores divulgados ontem. No Brasil, os preços dos alimentos levaram o IPCA à maior alta para o mês desde 2002.

Atualização Covid-19

O Brasil teve 264 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 162.628. Os novos casos positivados foram 10.917, de um total de 5.675.032 milhões.