Emissão de dinheiro para manter liquidez favorece valorização do bitcoin

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Criptofácil

A emissão sem controle de dinheiro para financiar a recuperação econômica internacional está exercendo efeito colateral positivo, de valorização de criptomoedas, sobretudo o bitcoin (BTC).

Pelo menos é esse o palpite do CEO Dan Morehead, da empresa de capital de risco Pantera Capital, especializada em criptomoedas.

Segundo o site Criptofácil, em nota aos investidores, o executivo aposta que o BTC deverá alcançar a marca de R$ 750 mil em agosto do ano que vem.

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‘Onda contínua’

Para Morehead, um dos fatores que podem determinar essa arrancada do bitcoin seria “a onda contínua de impressão de dinheiro” que caracteriza o atual momento de crise.

A injeção de liquidez indiscriminada impulsiona os investidores, acrescenta o CEO, a buscar “ativos com suprimento fixo”.

Ao prever que “esse tsunami de dinheiro terá um grande impacto em muitas coisas”, o executivo da Pantera Capital acentua que “essa situação fará com que haja aumento de preço de itens com quantidade fixa, como o bitcoin”.

Enxurrada à vista

No raciocínio de Morehead, a ‘enxurrada’ de dólares na economia mundial, conforme a lei de oferta e demanda, implicará a “necessidade de mais dinheiro em papel para comprar a mesma quantidade de criptomoeda”.

Já no que se refere ao mercado de altcoins, várias criptomoedas superaram a valorização de 34% do bitcoin até agora, este ano.

Como exemplo, o codiretor de investimentos da Pantera, Joey Krug, apontou a valorização 98% em 0x, de 97% em Augur (REP) e de 88% no Ethereum (ETH).

Novo ciclo de alta

Com base nesses dados, a empresa de capital de risco observa “tendência de um novo ciclo de alta dos mercados de criptomoeda”.

Tal ciclo positivo, no entanto, deverá ser mais acentuado, indica a Pantera, em criptomoedas que ‘rivalizam’ com o BTC.

Ou seja, toda vez que a cotação do bitcoin sobe, também se reduz sua participação no mercado de criptomoedas, mas com valorização, ao mesmo tempo, das demais, na ponta.

A empresa faz referência, ainda, ao ano de 2017, em que à valorização do bitcoin seguiu-se a redução significativa de sua participação no mercado (38%).