Embraer (EMBR3) negocia com bancos para levantar cerca de US$ 1 bilhão

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).

Crédito: Site Mercado e Eventos

Posterior ao rompimento do acordo entre a Boeing e ao início do processo de arbitragem aberto pela companhia brasileira, as ações da Embraer caíram 7,5%. Porém, a empresa adotou medidas de preservação de liquidez e, de acordo com o segundo vice-presidente, Antonio Garcia, a Embraer identificou cerca de US$ 1 bilhão em economias possíveis ao longo de 2020, informa o Valor.

Entre as possíveis ações identificadas, estão os ajustes de estoque e produção, renegociação com fornecedores, corte de custos e acesso a linhas adicionais de financiamento. Há também a negociação com bancos na tentativa de levantar cerca de US$ 1 bilhão.

Acordo bilionário

Com o rompimento do acordo bilionário entre Embraer (EMBR3) e Boeing (BOEI34) novas medidas deverão ser tomadas para tentar minimizar os impactos do fracasso comercial. A Embraer alega que a Boeing produziu falsas alegações para evitar o pagamento de US$ 4,2 bilhões previsto na operação.

Segundo o Valor Econômico, só com a cisão da unidade de aviação comercial, a companhia já desembolsou R$ 485 milhões no ano passado. O caso deverá parar na Justiça por iniciativa da Embraer.

O acordo avaliava a Embraer em US$ 5,3 bilhões.

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