Após fracasso no acordo, Embraer (EMBR3) recorrerá à Justiça contra a Boeing

Felipe Alves
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Crédito: Reprodução/Facebook Embraer

Com o rompimento do acordo bilionário entre Embraer (EMBR3) e Boeing (BOEI34) novas medidas deverão ser tomadas para tentar minimizar os impactos do fracasso comercial.

A Embraer alega que a Boeing produziu falsas alegações para evitar o pagamento de US$ 4,2 bilhões previsto na operação.

Segundo o Valor Econômico, só com a cisão da unidade de aviação comercial, a companhia já desembolsou R$ 485 milhões no ano passado. O caso deverá parar na Justiça por iniciativa da Embraer.

O acordo avaliava a Embraer em US$ 5,3 bilhões.

Sem a operação, há incertezas sobre o futuro das duas empresas.

A Boeing se beneficiaria com a ampliação do portfólio e a oferta de jatos regionais. Já a estatal brasileira ganharia força para enfrentar a concorrência.

Governo considera negociar com a China

O governo federal considera negociar com a China como uma saída para a companhia brasileira. Enquanto que a Embraer vai cobrar na Justiça os danos sofridos com o fim do acordo.

Segundo a Folha de São Paulo, a equipe econômica do governo vê no mercado asiático a disponibilidade de recursos e o potencial de crescimento fatores que podem auxiliar no processo com a Embraer. Operações ou parcerias com companhias chinesas podem ser propostas.

A China, que começa a se recuperar da crise do coronavírus, está em plena expansão do mercado de aviação. Eles possuem a estatal chinesa Comac (Commercial Aircraft Corp of China). Ela produz jatos para voos regionais e tenta competir no mercado mundial. Mas a ideia tem dividido a equipe econômica do governo brasileiro.

Na visão da cúpula militar do governo federal, o fim do acordo da Embraer não é ruim.

Parte deles vê na desistência uma oportunidade de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rever a política de privatizações, já que consideram o setor de tecnologia aeroespacial estratégico para o país.

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