Embraer (EMBR3): aviação comercial teve depreciação de R$ 540 bi após Boeing

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Embraer embr3

A Embraer (EMBR3) sofreu depreciação de R$ 540 bilhões em sua operação de aviação comercial após ter cancelada a fusão com a Boeing.

Segundo os executivos da companhia, esse montante diz respeito apenas ao segundo trimestre de 2020 e não terá impacto nos trimestres à frente.

“Quando anunciamos a negociação com Boeing, pegamos a área de aviação comercial e colocamos como operação não continuada, o que significa que você cessa a operação durante esse período”, disseram.

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Segundo eles, devido ao encerramento da fusão, ao retomar as operações com a aviação comercial houve essa depreciação atípica. Contudo, não se repetirá nesse volume.

Os executivos da Embraer conversaram com jornalistas em coletiva de resultados via web na manhã esta quarta-feira (5).

Embraer (EMBR3): aviação comercial teve depreciação de R$ 540 bi após Boing

Embraer.

EMBR3: Boeing

A parceria entre Boeing e Embraer foi celebrada no mercado nacional como o maior negócio de aviação brasileira.

Entretanto, a fusão foi cancelada 21 meses após ter sido anunciada. Os trâmites estão, atualmente, em processo de arbitragem na justiça.

Em abril deste ano as duas empresas trocaram acusações, após a norte-americana divulgar comunicado acerca da desistência do negócio, avaliado em US$ 4,2 bilhões.

Caso avançasse, a parceria criaria uma nova empresa na área de aviação comercial – a Boeing Brasil-Commercial -, em que os critérios da Embraer são 20% e os americanos, 80%.

EMBR3: prejuízo no 2TRI20

Também nesta quarta-feira (5) a companhia reportou prejuízo de R$ 1,07 bilhão no segundo trimestre de 2020.

Em igual período de 2019, a empresa tinha registrado prejuízo de R$ 57,6 milhões.

O Ebitda (lucro antes do IR, contribuição social, resultado financeiro e amortização) para o segundo trimestre sofreu forte recuo. Passando de R$ 259,6 milhões no segundo trimestre de 2019 para negativo em R$ 1,15 bilhão um ano depois.

Já a receita líquida apresentou retração na comparação anual. Entre abril a junho de 2020, a companhia registrou uma receita de R$ 2,86 bilhões. Isso representa uma queda de 47% sobre igual período de 2019, com R$ 5,4 bilhões.

A empresa encerrou o período com posição de dívida líquida de R$ 9,86 bilhões. Os números representam um crescimento sobre a dívida líquida do primeiro trimestre de 2019, com R$ 6,9 bilhões.

Veja o desempenho da EMBR3 versus Ibov em seis meses:

Fonte: tradingview.