Acordo entre Embraer (EMBR3) e Boeing (BOEI34) pode ser revisto pelo Cade

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Reprodução/Facebook Embraer

O acordo fechado entre a Embraer (EMBR3) e a Boeing (BOEI34) e aprovado sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode ser revisto. O Ministério Público Federal (MPF) entrou com um recurso neste sentido no tribunal da autarquia, de acordo com reportagem da Reuters. O MPF argumenta que houve “algumas omissões” na avaliação do mercado que seria afetado com a operação, como por exemplo o da aviação regional, aquela onde operam aeronaves com menos de 100 assentos. Às 13h19 a ação da companhia caía 1,57%.

O Cade aprovou o acordo de venda do controle da divisão de aviação comercial da Embraer para a norte-americana Boeing em 27 de janeiro, por decisão superintendente-geral Alexandre Cordeiro Macedo.

O MPF afirma que a avaliação anterior do Cade se concentrou mais nas mudanças para a aviação comercial de 100 a 200 assentos.

Parceria estratégica

Quando aprovou o negócio, o Cade considerou que a operação traria benefícios para a Embraer, que passará a ser um parceiro estratégico da Boeing. “Dessa maneira, a divisão que permanece na Embraer – aviação executiva e de defesa – contará com maior cooperação tecnológica e comercial da Boeing. Além disso, os investimentos mais pesados da divisão comercial, que possui forte concorrência com a Airbus, ficarão a cargo da Boeing”, disse a autarquia, de acordo com o site Migalhas.

O recurso do MPF deve agora ser distribuído a um relator, que decidirá se vai recebê-lo ou não. Em seguida, o tribunal aprecia o recurso e decide se reabrirá a análise. Em caso positivo, o relator reexamina o caso, dá seu voto e leva a julgamento.