Embaixador argentino vê futuro “menos tenso” entre Fernández e Bolsonaro

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

Daniel Scioli, escolhido pelo recém-eleito presidente argentino Alberto Fernández para ocupar o posto de embaixador do país no Brasil, tem como principal missão diminuir a tensão entre o novo governo e, principalmente, Jair Bolsonaro.

Em entrevista para o jornal O Globo publicada nesta sexta-feira (6), Scioli, que ocupou o cargo de vice-presidente de Néstor Kirchner entre 2003 e 2007, esteve reunido com Fernández e com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, em Buenos Aires. E gostou do rumo das conversas que, segundo ele, tiveram como ponto em comum a necessidade de “deixar os desencontros para trás”.

Sem polemizar

“Fernández conhece minha de forma trabalhar, sempre busco acordos, descomprimir situações de conflito. Vejo esse espírito nas últimas declarações de Bolsonaro e de Alberto Fernández. Querem uma relação pragmática e buscar pontos de encontro”, opinou.

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O novo embaixador da Argentina em Brasília não polemizou quando questionado sobre o fato de Bolsonaro ter optado por não comparecer à posse de Alberto Fernández. Para Scioli, o enviado do governo brasileiro representará bem a ausência do presidente da República na solenidade.

Possibilidade de encontro entre os presidentes

“Manda um ministro importante [Osmar Terra, da Cidadania] e o fato de que hoje [nesta quinta] tenha estado aqui o presidente da Câmara, que tinha informado o presidente que vinha, mostra vocação de deixar atrás etapas de desencontros. Essa é minha visão, sou otimista. Podem existir diferentes visões, mas temos que buscar as coincidências pelo bem de nossos países. Agora que o Brasil está se recuperando, tenho certeza de que nosso presidente fará todo o esforço para recuperar a Argentina”.

Daniel Scioli finalizou a entrevista revelando que não vê como muito difícil a possibilidade de um encontro cara a cara entre os presidentes de Brasil e Argentina em um futuro próximo, enterrando de uma vez por todas qualquer aresta entre as duas formas de pensar dos governantes.

“Terão uma oportunidade, certamente. Vou trabalhar para aproximar posições, ter contatos, respeitando a institucionalizado brasileira. Nesse marco se dará um encontro”, concluiu.