Em três semanas, EUA têm 16 mi de novos pedidos de seguro-desemprego

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos vieram acima das expectativas do mercado. Na semana finalizada em 4 de abril, foram 6,606 milhões de novos pedidos. O mercado aguardava algo em torno de 5 milhões.

O dado foi divulgado nesta quinta-feira (9), pelo Departamento de Trabalho dos EUA, e eleva para mais de 16 milhões os pedidos realizados no acumulado de três semanas desde que tiveram início os bloqueios e as medidas de afastamento social decorrentes da pandemia de coronavírus.

Apesar o número bastante alto, ele representa uma redução dos pedidos em relação ao
nível revisado da semana anterior – que foi de 6,648 milhões anunciados anteriormente, para 6, 867 milhões.

A média móvel de quatro semanas foi a 4,265 milhões, com aumento de 1,598 milhões de vagas a mais do que a média calculada na semana anterior – também revisada para cima (de 2,612 milhões para 2,666 milhões).

O avanço da taxa de desemprego foi de 5,1%, com aumento de 3 pontos percentuais.

“Os números serão brutais pelos próximos meses”, afirmou Hugh Young, da Aberdeen Standard Investments, em entrevista ao canal CNBC.