Em São Paulo, preço do material escolar varia mais de 300%

Gabriela Brands
Profissional com graduação em Jornalismo, pós-graduação em Planejamento em Comunicação e Gestão de Crises de Imagem e em Marketing. Tem experiência sólida em Comunicação Política, Assessoria de Imprensa e Gestão de Crises.

Crédito: Reprodução/ Freepik

Conforme pesquisa do Procon-SP realizada na capital do Estado, a diferença de preços nos itens de material escolar pode passar de 300%. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (08), com o intuito de oferecer referências de preço ao consumidor.

De acordo com a entidade, maior diferença encontrada foi no preço da borracha látex branca da Faber Castell. Em um estabelecimento o produto foi encontrado por R$ 2,60 e, ao mesmo tempo, em outro, por R$ 0,60. Ainda segundo a pesquisa, os melhores preços foram encontrados em lojas localizadas na Zona Norte da capital.

Itens pesquisados estão 3,71% mais caros

Em relação aos preços registrados no levantamento realizado no ano anterior, os itens pesquisados estão 3,71% mais caros. Em contraponto, O IPC-SP (Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo) da FIPE, referente ao período, registrou variação de 3,50%.

O Procon- SP coletou os preços de apontador, borracha, caderno, canetas esferográfica e hidrográfica, colas em bastão e líquida, fita corretiva, giz de cera, lápis preto e colorido, lapiseira, marca texto, massa de modelar, papel sulfite, pintura a dedo, refil para fichário, régua e tesoura. Oito estabelecimentos da capital foram visitados pela entidade.

O preço médio de todos os itens pode ser conferido na pesquisa completa, que está disponível no site do Procon-SP.

Dicas para economizar

– Evitar compras desnecessárias, conferindo os materiais que possui em casa e que ainda apresentam condições de uso;

– Verificar se o estabelecimento pratica preços diferenciados para pagamento em dinheiro, cartão de débito ou crédito;

– Conferir se a loja oferece desconto para compras em grandes quantidades;

– Promover a troca de livros didáticos.

O Procon-SP ainda alerta que as escolas não podem exigir a aquisição de qualquer material escolar de uso coletivo (materiais de escritório, de higiene ou limpeza, por exemplo), e nem exigir a compra de itens de marcas específicas.