Em live, Bolsonaro defende volta ao trabalho e pede uso de máscaras

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro defendeu uma reabertura “responsável” da economia no país e voltou a citar o desemprego e a falta de renda como argumento para a flexibilização do isolamento social.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (21), durante sua live semanal, transmitida nas redes sociais. Bolsonaro fez, pela primeira vez, defesa do uso da máscara contra a disseminação do novo coronavírus.

Para o presidente, os governadores que montarem um plano de reabertura serão reconhecidos pela população, de acordo com a Agência Brasil.

“Volta responsável ao serviço”

“Todos têm a ganhar com a volta responsável ao serviço. O que eu digo aos senhores governadores, respeitosamente, os senhores que decidem, apenas estou mandando bilhões aos senhores”, argumentou.

“O estado que tiver um plano de abertura radical, obrigando a máscara, sem multa, no convencimento, vai ser um governador reconhecido, porque a ansiedade por parte da população está enorme. Estamos tornando os pobres miseráveis”, afirmou.

Isolamento social

As medidas de isolamento social, como o fechamento do comércio não essencial, estão entre as principais recomendações defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotadas pelas autoridade de saúde de vários países como forma de conter a propagação do novo coronavírus.

O Brasil ultrapassou hoje a marca de 20 mil mortes e mais de 300 mil infectados.

No Distrito Federal (DF), por exemplo, estudo publicado pela Universidade Brasília (UnB) mostra que, sem as medidas de isolamento social, a doença mataria cerca de 6,5 mil apenas na capital do país. No balanço mais recente, o DF contabiliza 84 óbitos e pouco mais de 5,5 mil pessoas infectadas.

Retorno do futebol

Durante a live, Bolsonaro afirmou ter conversado com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sobre uma possível autorização para o retorno do futebol na cidade.

O presidente disse que, neste caso, o Ministério da Saúde poderia elaborar um parecer para autorizar a volta dos jogos oficiais, mas sem torcida.

“Num primeiro momento, tinha muito jogador que era contra, agora é um outro entendimento por parte dos jogadores, obviamente sem torcida”, disse ele.

“Está nas mãos aí do prefeito Marcelo Crivella isso. O Ministério da Saúde também é favorável a dar um parecer nesse sentido, para que a gente possa assistir a um futebolzinho no sábado ou no domingo, até ajuda a deixar o povo em casa menos estressado. E os jogadores querem voltar a jogar”, afirmou.

*Com Agência Brasil