Em discurso, rainha Elizabeth defende mais recursos para a saúde e pena maior para terroristas

Luiza Carvalho Lemos Branco
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A rainha Elizabeth 2ª fez o discurso de abertura do Parlamento nesta quinta (19), em que o aumento de recursos para o NHS (sistema público de saúde) e penas mais duras para terroristas foram os pontos principais e mais defendidos.

O discurso da rainha é uma tradição no Reino Unido e simboliza o início de uma nova legislatura. Na matéria da Folha de S.Paulo, na fala da rainha, ela apresenta o programa de governo, atualmente chefiado pelo premiê conservador Boris Johnson, que venceu com folga as eleições gerais realizadas semana passada.

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A proposta para o NHS prevê aumentar os recursos para a saúde em 33 bilhões de libras até 2024. A mudança na lei para casos de terrorismo prevê pena mínima de 14 anos de prisão para envolvidos em ataques, entre outras medidas.

Elizabeth 2ª também falou sobre uma “lei de espionagem”, que iria “prover os serviços de segurança com as ferramentas que eles precisam para desmantelar atividades hostis”. As medidas dessa possível lei foram citadas de forma vaga, como “criar novas tipificações criminais para enquadrar outras atividades prejudiciais”.

O discurso ainda cita propostas para ampliar o tempo de prisão em casos de crimes violentos e sexuais, além do plano de exigir documento com foto na hora de votar em eleições.

A fala da rainha foi bem similar ao discurso de outubro, quando se iniciou outra legislatura, suspensa pouco tempo depois, já que o Parlamento decidiu antecipar as eleições.

Em ambas as ocasiões, a monarca afirmou que sair da União Europeia, o Brexit, é prioridade do governo. Ela afirma que uma nova lei de imigração tiraria as vantagens de cidadãos do bloco, hoje com livre trânsito. Eles passariam a ser tratados da mesma forma que todos os estrangeiros.

O governo defende um sistema de pontos, similar ao da Austrália, para escolher quais imigrantes serão aceitos no país. O brexit, já adiado algumas vezes, está marcado para ocorrer até 31 de janeiro. Em seguida, começaria um período de transição. O governo de Boris quer aprovar uma lei para impedir que essa fase seja estendida além de 2020.

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